Fertilidade

Conheça os riscos de congelar óvulos e avalie se o procedimento vale a pena

Por Redação Doutíssima 18/11/2014

O congelamento de óvulos vem sendo utilizado, principalmente, por mulheres que desejam priorizar sua carreira profissional. A recomendação de alguns especialistas sugere também que o procedimento seja feito por mulheres que passaram por quimioterapia ou radioterapia e, portanto, acabaram se tornando inférteis.

A polêmica é presente principalmente devido aos riscos de congelar óvulos. O processo de retirada dos óvulos de dentro do corpo da mulher pode ter consequências sérias, inclusive, tornando a mulher incapaz de ter filhos naturalmente.

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Procedimento não tem garantia de sucesso na fertilização. Foto: iStock, Getty Images

Riscos de congelar óvulos: como funciona o processo

Normalmente, uma mulher produz apenas um óvulo por ciclo. No entanto, os hormônios tomados para que ela possa congelar o material podem fazer com que ela produza entre 20 e 30 óvulos.

Esse fato é um dos riscos de congelar óvulos, porque pode ocasionar na síndrome da hiperestimulação ovariana – que, segundo os médicos, torna os ovários inchados, podendo vazar líquidos para o tórax e o abdômen. Isso pode fazer com que ocorra um distúrbio metabólico, que causa dor abdominal intensa.

O processo de retirada dos óvulos de dentro do organismo da mulher é outro dos riscos de congelar óvulos. Como é feito por aspiração, esse procedimento acontece com a inserção de uma agulha acoplada a um ultrassom.

Dessa forma, é preciso submeter a paciente a uma sedação profunda, ocorrendo o risco de perfuração de algum órgão durante a retirada do material. Outro risco é o sangramento de alguma parte do corpo, caso ela seja ferida durante o processo.

Falta de garantia é um dos riscos de congelar óvulos

O congelamento de óvulos é um procedimento que não garante o sucesso de uma futura gestação. Em geral, são necessários 15 óvulos congelados para que se tenha entre 2 e 4 embriões. Metade desses, porém, pode estar com alguma anormalidade genética e precisará ser descartado.

Não ter garantia é um dos riscos de congelar óvulos, porque apenas 70% das mulheres consegue engravidar em até três tentativas, quando ainda restam óvulos para novas chances de fazer o procedimento.

Além disso, o alto do custo do congelamento o torna inviável para muitas mulheres. Em média, o investimento inicial beira os 12 mil reais, além das mensalidades para manter os óvulos congelados, que podem variar de preço, mas custam cerca de 100 reais.

Como acontece o congelamento dos óvulos

Não existe uma idade específica para congelar óvulos. No entanto, após os 40 anos, o procedimento se torna menos eficiente devido ao óvulo estar mais velho e não ser possível transforma-lo em um embrião.

O congelamento, se feito com sucesso e evitando os riscos de congelar óvulos, dura por tempo indeterminado, já que o óvulo não envelhece e mantém as características do momento em que foi preservado.

Dois métodos de congelamento são utilizados para preservar os óvulos. Um é o modo lento, que vai reduzindo a temperatura aos poucos depois de incluir um frio protetor, que entra na célula e não deixa cristalizar (o que poderia romper os óvulos).

No modo rápido (também chamado de vitrificação), os óvulos são expostos a uma baixa temperatura de forma abrupta, tornando a recuperação do óvulo mais eficiente porque são ainda menores as possibilidades de ele cristalizar.

 

 


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