Clínica Geral

Vacinação infantil: campanha nacional protege nossas crianças

Por Redação Doutíssima 18/11/2014

Os índices de paralisia infantil, ou poliomielite, eram altíssimos no Brasil até a década de 1980. Foi com a instituição de uma campanha nacional de vacinação infantil que o país conseguiu erradicar a doença, que teve o último caso registrado em 1987.

O símbolo dessa ação é o famoso Zé Gotinha – e ele anda por aí mais uma vez. Até 28 de novembro, todos os municípios do país estão mobilizados para vacinar 11 milhões de crianças de zero a quatro anos não só contra a pólio, mas também contra o sarampo.

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Campanhas ajudaram a erradicar a paralisia infantil no país. Foto: iStock, Getty Images

A poliomielite é uma doença contagiosa grave, que é transmitida de pessoa para pessoa por via fecal-oral, ou seja, é preciso ter contato com as fezes ou com secreções do individuo contaminado. Em um país onde o saneamento básico não é realidade em mais de 70% dos municípios, é fácil de entender porque a contaminação era tão alta antes da vacina.

Já o sarampo, segundo o Ministério da Saúde, foi erradicado no ano 2000 no Brasil. Os registros de lá pra cá seriam de casos importados – a doença infectocontagiosa ainda é muito comum na América Central, África e Ásia.

Aqui no nosso país, mais uma vez, foi uma campanha nacional de vacinação infantil – e a produção em solo brasileiro da vacina tríplice viral (ela protege contra sarampo, varíola e rubéola) – que contribuiu para a erradicação da doença, que pode levar a morte.

A importância da vacinação infantil

A vacinação infantil é vital para o desenvolvimento da criança. Ao sair do hospital, os recém-nascidos já saem com pelo menos duas vacinas: contra Hepatite B, que previne a contaminação vinda da própria mãe, que muitas vezes nem sabe que tem a doença, e a BCG, aquela vacina que deixa uma marquinha no braço para toda a vida, e protege o bebê contra a tuberculose.

Depois disso, a partir dos dois meses, uma série de imunizações devem ser feitas – estão todas descritas no cartão do bebê, dado no hospital aos papais.

A vacinação infantil cumpre um papel importantíssimo na sociedade, mas as vacinas não são necessárias apenas na infância. Os idosos precisam se proteger contra gripe, pneumonia e tétano, e as mulheres em idade fértil devem tomar vacinas contra a rubéola e o tétano, que, se ocorrerem enquanto elas estiverem grávidas (rubéola) ou logo após o parto (tétano), podem causar doenças graves ou até a morte de seus bebês.

Os profissionais de saúde, as pessoas que viajam muito e outros grupos de pessoas, com características específicas, também têm recomendações para tomarem certas vacinas.

Vacinação infantil é eficaz para prevenção

É muito melhor e mais fácil prevenir uma doença do que tratá-la, e é isso que a vacinação infantil e de outras etapas da vida fazem. Elas protegem o corpo humano contra os vírus e bactérias que provocam vários tipos de doenças graves, que podem afetar seriamente a saúde das pessoas e, inclusive, levá-las à morte.

A vacinação não apenas protege aqueles que recebem a vacina, mas também ajuda a comunidade como um todo. Quanto mais pessoas de uma comunidade estiverem protegidas, menor é a chance de qualquer uma delas – vacinada ou não – ficar doente.

 

 

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