A crise econômica tem tido reflexos também na indústria farmacêutica. As famílias brasileiras, já atingidas pela baixa na renda, têm optado pela compra de medicamentos genéricos, cujo desconto em relação aos de referência pode variar entre 35% e 65%.  

 

Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, a Pró-Genéricos, dão conta de que o crescimento em 11,2% na venda de remédios, no primeiro semestre, foi impulsionada por essa alternativa.

medicamentos genericos
Mais baratos que os medicamentos de referência, os genéricos são uma alternativa segura. Foto: iStock

Mesmo assim, algumas pessoas ainda têm dúvidas ao chegar no balcão da farmácia e pedir um remédio. Será que os medicamentos genéricos realmente são eficazes? Por isso, saber o conceito é o primeiro passo para estar seguro diante de uma compra.

Na semana em que se comemora o Dia da Farmácia, cinco de setembro, aproveite para tirar suas dúvidas junto ao profissional qualificado para esclarecê-las.

Por que medicamentos genéricos são seguros?

Os medicamentos genéricos são aqueles que contêm o mesmo princípio ativo, ou fármaco, com a mesma dose e mesma forma farmacêutica, administrado pela mesma via e mesma indicação terapêutica do remédio de referência no País. Ele apresenta a mesma segurança que o de referência, podendo ser intercambiável.

Por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Ministério da Saúde avalia os chamados testes de bioequivalência entre os genéricos e seus medicamentos de referência, que são apresentados pelo fabricante, o que vai comprovar a sua qualidade.

O medicamento de referência é todo aquele de característica inovadora com eficácia, segurança e qualidade já comprovadas junto ao Ministério da Saúde. Geralmente, são remédios que já estão há muito tempo no mercado, com marcas comerciais bem conhecidas.

Há ainda o medicamento similar, cujo conceito, assim como o dos medicamentos genéricos e de referência, pode causar dúvidas na população. Os similares são remédios que têm o mesmo fármaco, a mesma concentração, a mesma forma farmacêutica, assim como via de administração, posologia e indicação terapêutica que o remédio de referência.

No entanto, não possuem a bioequivalência com o medicamento de referência comprovada. O similar tem nome comercial ou marca, já o genérico tem a denominação princípio ativo, sem nome comercial.

Como identificar os medicamentos genéricos

Para saber a diferença entre esses tipos de remédios, a dica é prestar atenção na embalagem. Somente os genéricos contêm na embalagem, logo abaixo do nome do fármaco ou princípio ativo que os identifica, a frase “medicamento genérico – Lei 9.787/99”.

E ainda, os genéricos são identificados por uma grande letra “G” azul impressa sobre uma tarja amarela, localizada na parte inferior da referida embalagem. Tudo isso obedece a Resolução RDC 47, de 28 de março de 2001.

O Brasil ocupa a sexta posição no ranking entre os maiores mercados farmacêuticos do mundo. Aqui, a venda de medicamentos movimentou R$36 bilhões entre janeiro e junho de 2015, o que representa um crescimento de 16,6 % em relação aos R$30,9 bilhões movimentados no ano passado em igual período.

Nesse contexto, os genéricos apresentaram crescimento superior à média do mercado. Suas vendas apresentaram alta de 24,6%. Foram movimentados R$9,1 bilhões no primeiro semestre de 2015, contra R$7,3 bilhões no mesmo período do ano passado.

O consumidor está em processo de substituição de produtos de marca pelos genéricos, que custam obrigatoriamente 35% menos que os outros produtos e em alguns casos, podem custar até 65% mais barato”, analisa Telma Salles, presidente executiva da PróGenéricos.

 

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