A remada curvada, realizada com uma barra livre, é o exercício mais eficiente no treinamento para fortalecimento e aumento de volume das costas. A atividade compete atualmente com novos aparelhos, articulados e ligados por cabos, polias e alavancas que facilitam os movimentos. 

 

Importância da remada curvada

Quem pratica musculação, fisiculturismo e outras modalidades, deve, porém, optar pela remada curvada. Esse é um exercício importante para quem busca a hipertrofia dos músculos dorsais ou mesmo para quem deseja corrigir a postura corporal.

remada curvada
Exercício para fortalecer as costas precisa ser executado corretamente para evitar lesões. Foto: iStock, Getty Images

As costas são a parte mais complexa do corpo. Um sistema de pequenos e grandes músculos, desde os glúteos até o pescoço. 

 

Um dos resultados da prática é o desenvolvimento da famosa “asa”. Além de interferir diretamente no progresso da região do Core (lombar e abdominal), a remada curvada também é importante para a mecânica do movimento, pois precisa do corpo inteiro para ser executada.

 

Como envolve múltiplas musculaturas, com grande potencial de torque, ajuda na adaptação do organismo ao treino e, por consequência, à síntese proteica.

 

O exercício age nos músculos romboides, trapézio, redondo maior, redondo menor, braquial, bíceps braquial, latíssimo do dorso, grande dorsal, flexores do cotovelo e em toda a chamada musculatura estabilizadora (abdominais, quadrado lombar e eretores da espinha). 

O exercício promove uma melhora substancial da funcionalidade. Afinal, uma lombar forte proporciona o aumento dos pesos em outros exercícios.

Orientações para a remada curvada

Conforme a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), algumas lesões são provocadas por treinamentos mal conduzidos, por isso a coluna tem que estar sempre com a curvatura mantida. Não se deve executar a remada curvada com a região lombar ereta nem direcionada para fora. A curvatura natural é uma lordose e precisa ser mantida durante o exercício. 

 

O posicionamento deve ser em pé, com o tronco flexionado em um ângulo entre 30 e 45 graus. As coxas e joelhos também têm que estar levemente flexionados e os pés um pouco afastados.

Com o olhar direcionado ao chão e as mãos na direção dos ombros, a barra é segurada na altura dos joelhos. O movimento consiste na flexão dos cotovelos e extensão dos braços.

Na fase positiva, a barra aproxima-se da região do umbigo, ou logo acima. Já na fase negativa, os cotovelos são estendidos e os braços flexionados, retornando após para a posição inicial.

Durante a execução da puxada, a pessoa deve inspirar e no movimento de retorno, expirar. A pegada na barra pode variar em pronada (palma da mão para baixo) e supinada (palma da mão para cima).

Ambas não fazem tanta diferença para a musculatura da região dorsal, mas sim para a musculatura flexora do cotovelo. A pegada também pode ser aberta (trabalha mais trapézio, romboides, redondo menor e deltoide posterior) ou fechada (age no grande dorsal e redondo maior).

 

Para um desempenho satisfatório, devem ser evitados movimentos de solavanco e impulso durante a execução da remada curvada. Com o intuito de evitar acidentes, recomenda-se o auxílio do professor aos alunos que apresentam baixa coordenação motora.

O exercício não tem contraindicação, mas quem sofre com problemas nas costas, como hérnia de disco, precisa de avaliação e autorização médica.

 

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