Guia do Crossfit

Overhead Squat : saiba como fazer

Por Redação Doutíssima 18/11/2015

Overhead Squat é um  exercício de crossfit em que muitos alunos tendem a ter dificuldade na primeira vez que o executam.  Este é um exercício considerado difícil já que exige alto grau de flexibilidade e equilíbrio de quem o pratica.  Neste artigo, a educadora física e parceira do Doutíssima, Carolina Wendling, nos explica e tira dúvidas sobre o assunto. 

 

 

Overhead Squat

O Overhead Squat é um exercício que exige flexibilidade e mobilidade.

 

O primeiro contato com o movimento é feito apenas com um tubo de PVC ou com uma barra de 10Kg ( a barra júnior), ou seja não demanda muita força e, mesmo assim, o movimento poucas vezes é finalizado.

 

Overhead Squat : Mobilidade e flexiblilidade 

 

A maior exigência da mobilidade vem das articulações dos ombros, e da flexibilidade vem dos músculos do Grande Dorsal: Se estes músculos estão rígidos, na descida do movimento os ombros acabam por realizar uma rotação interna (o que não é benéfico ao corpo). Além da mobilidade da articulação dos ombros, é necessária a mobilidade de uma articulação muitas vezes negligenciada ou esquecida: A articulação dos tornozelos.

 

Tornozelos muito rígidos fazem com o que o posicionamento dos pés sofram rotação externa durante a descida do movimento. Esta rotação leva a uma perda de torque quando olhamos o posicionamento do joelho: A tensão é perdida quando isso acontece e os joelhos ficam mais soltos podendo levar a uma rotação interna dos mesmos (se houver fraqueza de glúteos para estabilizar).

 

 

Overhead Squat 1

A mobilidade das articulações do ombro, dos músculos da Grande Dorsal e dos tornozelos é muito importante para a prática do Overhead Squat. Foto: Istock.

 

 

Não menos importante, muito pelo contrário, a flexibilidade dos músculos para vertebrais ( aqueles músculos estabilizadores existentes ao longo de toda a extensão da coluna vertebral) é de suma importância para que o movimento seja realizado em toda sua amplitude.

 

Encurtamento nesta musculatura levam a uma flexão excessiva do tronco para frente. Com isso, o aluno irá tentar evitar isso compensando com os ombros (a rotação interna falada lá em cima). Ou seja: Uma cadeia. A falta de mobilidade/flexibilidade em alguma destas articulações e músculos falados acima, levam a um padrão de movimento incorreto, o que pode gerar lesões. 

 

 

 

Carolina Wendling

Nascida em Belo Horizonte, Minas Gerais, com um extenso currículo e histórico esportivo na natação, Carolina encontrou no CrossFit algo que nunca havia achado em seus treinamentos anteriores, rapidamente se destacando dentro do crossfit

 

Formada em Educação Física, sempre enérgica e apaixonada pelos esportes e estudos, Carolina utilizou todo o conhecimento técnico e prático do mundo esportivo inspirando e ajudando seus alunos como Personal Trainer. Extremamente competitiva e sempre aberta a novos desafios, identificou-se totalmente com a demanda que a modalidade exigia, pela semelhança com a disciplina nos treinamentos e com a constante busca de melhora na perfomance.

 

carol wendling ed20 (1)

 

 

 

Em 2013 surgiu a oportunidade de trabalhar com alguns companheiros e amigos de “piscina”, iniciando assim, a THE BOX CrossFit, onde o prazer de ensinar com a ânsia de promover a saúde e bem estar dos outros andam juntos. Em 2014 resolveu voltar a ser atleta profissional, porém, do novo esporte “CrossFit”. Com apenas 4 meses de treinos periodizados, conquistou o 8º lugar no Monstar Games, evento que se assemelha ao brasileiro onde as maiores estrelas da modalidade nacional.

 

Com a demanda de alunos de Personal Trainer e a demanda da academia aumentando, Carolina percebeu que o que brilhava os olhos dela agora, era estar do outro lado do meio competitivo: O de formar atletas! Atualmente não participa de competições e seu maior prazer é treinar aqueles que se dedicam ao CrossFit e buscam a performance.

 


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