A cada 1º de dezembro, os olhares se voltam a uma luta mundial: o combate ao HIV. No Dia Mundial de Luta Contra a Aids, data instituída em 1987 com o intuito de conscientizar as pessoas sobre a doença, é importante lembrar das formas de prevenção contra a Aids e divulgar informações sobre o vírus.

A data foi criada pela Assembleia Mundial de Saúde em conjunto com a Organização das Nações Unidas (ONU), diante da escassez de informações sobre a doença divulgadas para a população na década de 80. 

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Uso da camisinha é uma das principais formas de combater a contaminação por HIV. Foto: iStock, Getty Images

 

Panorama da Aids no Brasil

O primeiro caso de Aids no Brasil ocorreu em 1980. Desde então, o número de pessoas infectadas pelo HIV aumenta. De acordo com o Ministério da Saúde, do início da epidemia até junho de 2014, os registros de casos da doença no País somaram mais 757 mil – 65% em homens e 35% em mulheres.

Em 1995, os dados chegavam a quase 20 mil casos da doença no território brasileiro – índice que se tornou crescente. O salto foi grande: em 1997 o número de pessoas com Aids era de quase 23 mil. Quatro anos mais tarde, em 2001, o total de casos acumulados era de 220 mil.

Enquanto o mundo registrava a marca de 40 milhões de pessoas vivendo com o vírus HIV em 2005, o total chegava a quase 400 mil no Brasil.

Segundo dados de 2014 do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids), entre 2005 e 2013, o índice de novos casos de infecção pelo vírus subiu 11% no País. Cenário marcado por retrocesso, ao contrário dos números globais, que caíram 27,5% no mesmo período, passando de 2,9 milhões para 2,1 milhões.

Conforme os dados do Ministério da Saúde, a maior concentração dos casos da doença está entre homens e mulheres entre 25 e 39 anos. Só em 2014, foram 16 mil mortes relacionadas à Aids no País.

 

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Prevenção contra a Aids e novos tratamentos

Para reduzir a incidência de casos da doença, é fundamental praticar a prevenção contra a Aids. O vírus HIV está presente no sangue, secreção vaginal, sêmen e leite materno.

Entretanto, ter o vírus no organismo não é o mesmo que ter Aids, pois alguns soropositivos não apresentam sintomas nem desenvolvem a doença. Mas é preciso ressaltar: eles podem transmitir o HIV para outras pessoas.

A transmissão da Aids ocorre de diferentes formas. Sexo oral, vaginal ou anal sem preservativo, compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas, uso de instrumentos que cortam ou furam não esterilizados e transfusão de sangue contaminado com o vírus são maneiras de passar a doença.

Além disso, a Aids pode ser transmitida da mãe infectada para o bebê. Isso pode acontecer ao longo da gestação, no momento do parto ou durante a amamentação. É por isso que a prevenção contra a Aids deve estar em primeiro plano.

O uso de camisinha é indispensável em todas as relações sexuais – tanto o preservativo masculino quanto o feminino impedem a transmissão do vírus. Outra regra é não compartilhar objetos cortantes, seringas e agulhas com outras pessoas. No caso de tatuagens e piercings, se certifique de que o material é descartável.

Beijos, apertos de mão, compartilhamento de copos, talhes e sanitários, picadas de inseto e contato com suor com pessoas infectadas pelo vírus HIV não transmitem Aids.

O Ministério da Saúde disponibiliza medicamentos antirretrovirais gratuitamente para pessoas com o vírus HIV e Aids.

 

Novidade no tratamento da Aids, o medicamento 3 em 1 foi enviado aos Estados brasileiros no início do ano. É uma dose tripla combinada que contém 300 mg de Tenofovir, 300 mg de Lamivudina e 600 mg de Efavirenz.

 

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