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Conheça os 8 tipos de yoga e suas particularidades

Por Debora Stevaux 02/05/2018

Muito se fala hoje sobre yoga, ou ioga, como é a chamada variação da prática milenar indiana para a língua portuguesa. E não é à toa: estudos científicos já comprovaram os benefícios da atividade para as áreas mental, física, espiritual e meditativa do corpo humano. Segundo uma pesquisa realizada pela fundação Yoga Alliance, nos Estados Unidos, somente em 2012, o território norte-americano contava com cerca de 20 milhões de adeptos.

A yoga, prática milenar indiana de 5 mil anos de existência, foi adaptada em 8 novos tipos que levam as particularidades da dança e dos movimentos aeróbicos. E vêm ganhando cada vez mais adeptos ao redor do mundo. (Foto: iStock)

E embora no nosso país ainda não existam dados que possam quantificar a influência da yoga no cotidiano dos brasileiros, uma coisa é certa: o fenômeno tem sido disseminado e praticado diariamente por várias pessoas que buscam uma atividade física que exercite também o controle e a evolução mental. Basta prestar atenção na quantidade de academias, instituições e aplicativos que oferecem o serviço, bem como na rotina das pessoas próximas a você que já mencionaram algo sobre a prática.

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E apesar de antiga, uma das formas que os adeptos e instrutores da atividade têm encontrado para renová-la são as características singulares de suas variações. E para que você tenha a oportunidade de saber um pouco mais sobre o assunto e encontrar o tipo mais adequado para suar a camisa, listamos abaixo 8 tipos mais conhecidos e suas particularidades, da clássica, passando pela dançante até as mais turbinadas. Vamos lá?

 

  • Yoga clássica

 

A versão que se popularizou na porção oriental do mundo é a Hatha, um termo em sânscrito que significa “a união entre o corpo e o espírito”. Fazem parte dessa variação as posturas, os gestos, os métodos de controle respiratório, a contração muscular e dos órgãos do corpo e as técnicas de concentração e purificação. Pela atmosfera tranquila e leve dos movimentos que a prática implica, o exercício pode ser feito por grávidas, idosos e pessoas que estão interessadas e que nunca tiveram nenhum outro contato prévio.

 

  • Power yoga

 

Essa variação tem como base a vertente mais agitada da prática milenar, a Ashtanga Vinyasa, mas com algumas particularidades para deixar a prática num formato mais comercial. Sem movimentos pré-definidos, a power yoga também pode ser aplicada com música, deixando o clima mais dinâmico. Nesse tipo, os adeptos fazem mais uso da força, melhorando as noções de equilíbrio. Podem fazer parte da aula cordas, pesos, blocos para catalisar o esforço desprendido durante a aula.

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  • Hot yoga

 

O diferencial, nesse caso, são as altas temperaturas que tomam conta da sala onde a prática é aplicada, que podem chegar até 40ºC. Segundo especialistas nesse tipo de yoga, o calor é capaz de estimular a ação da musculatura e desintoxicar o organismo humano através do suor, embora não existe evidências científicas que comprovem essa tese. Ainda é importante que pessoas que tenham interesse em praticar esse tipo de yoga e sofram de hipertermia, pressão baixa ou desmaios, façam uma avaliação prévia antes de participar para que não tenham problemas de saúde desencadeados pelas altas temperaturas das salas.

 

  • Super yoga

 

Criado pelo professor de educação física e instrutor de yoga paulistano Paulo Junqueira na década de 1990, esse tipo de yoga é idealizado por oito séries fixas de 50 posturas simples do modelo clássico. O diferencial está nas repetições e na introdução de outros movimentos que deixam a aula mais dinâmica e capaz de fortalecer o corpo de uma forma geral. A prática tem feito bastante sucesso principalmente entre a terceira idade, etapa da vida em que, muitas vezes, há uma carência considerável de força e disposição para realizar tarefas simples.

 

  • Acro yoga

 

Criada também na década de 1990, no Canadá, a prática só começou a se popularizar em terras tupiniquins a partir do ano de 2007. Os movimentos clássicos da yoga tradicional são mantidos, mas há uma mesclagem com práticas acrobáticas. Uma das particularidades também diz respeito à grande parte dos movimentos precisar serem feitos em dupla. Nesse caso, o outro é visto como uma motivação e um apoio para superar os limites individuais. Caso a pessoa se interesse pela prática e tenha problemas nas articulações ou ligamentos, infelizmente, ela não é indicada.  

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  • Aero yoga

 

Conforme o próprio nome sugere, esse tipo de yoga é uma atividade realizada nos ares. São inseridos tecidos, semelhantes aos usados em números de circo, presos ao teto, para potencializar e modificar os movimentos da yoga clássica. Além de provocar um intenso relaxamento, essa atividade também estimula o campo lúdico dos praticantes e pode ser feita por crianças com idades a partir de 4 anos, adultos, idosos e até mesmo pessoas que já sofreram algum tipo de lesão.

 

  • Yoga dance

 

Conforme o próprio nome sugere, esse tipo de yoga insere elementos musicais nas aulas que duram, aproximadamente, duas horas. Além de trabalhar com os pontos de energia do organismo, chamados de chakras, esse tipo também têm em sua dinâmica a inserção dos cinco elementos primários: água, terra, fogo, ar e éter. O maior objetivo é unir a prática do yoga à liberdade das notas musicais e da dança.  

 

  • Sup yoga

 

Esse tipo de yoga é para aqueles que desejam praticar a atividade milenar e, ao mesmo tempo, estar em contato com a natureza. Praticado em praias com águas mais calmas, essa variação pode ser encontrada em vários pontos do litoral brasileiro: Maceió, João Pessoa, Búzios, Florianópolis e Ilhabela entram para a lista de pontos onde o esporte pode ser praticado.


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