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Guia dos Dentes

Sacarose: o inimigo está por toda parte

Por Redação Doutíssima 12/11/2013

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Tenho visto alguns artigos preocupados em achar uma solução para a diminuição no uso da sacarose e algumas delas, com relativo sucesso. Hoje vamos falar sobre a sacarose para que você entenda a importância de evitar a sua utilização ao máximo e sobre alguns produtos que, graças a evolução de substâncias químicas, surgem para diminuir os problemas causados pela sacarose na cavidade bucal. Essas pesquisas publicadas em bibliotecas científicas digitais como a renomada SciELO, estão cada vez mais perto da comercialização em larga escala de produtos menos nocivos para a saúde da população.

“A sacarose é o adoçante mais utilizado na produção de alimentos devido às suas características físico-químicas e sensoriais. No entanto, devido ao alto valor calórico e às propriedades cariogênicas da sacarose, adoçantes alternativos têm sido pesquisados. O Brasil é o maior produtor mundial de sacarose, com uma produção estimada em 29,2 milhões de toneladas para a safra 2006/07 e diversos produtos de interesse industrial podem ser obtidos a partir da sacarose como, por exemplo, açúcar invertido, dissacarídeos, frutooli-gossacarídeos, polissacarídeos, etanol, ácido glutâmico, ácido cítrico, etc.

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A isomaltulose possui baixo potencial cariogênico, sendo utilizada comercialmente no Japão como ingrediente e substituinte da sacarose na produção de gomas de mascar, iogurtes, doces e bebidas. É recomendada para aplicação em alimentos e bebidas destinados a diabéticos e esportistas. Muitos produto, derivados da isomaltulose possuem potenciais aplicações industriais. Podem ser obtidos dissacarídeos intermediários, polímeros como detergentes biodegradáveis e surfactantes de interesse industrial. 

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Os carboidratos da dieta compreendem um complexo grupo de alimentos que possuem diversas propriedades fisiológicas e nutricionais. A sacarose tem a desvantagem de ser um açúcar cariogênico. Bactérias da placa dentária, principalmente Streptococcus mutans, estão relacionadas com o desenvolvimento de cáries dentárias como microrganismos patogênicos primários em humanos e animais. Streptococcus mutans produz glicosiltransferase extracelular, que catalisa a síntese de glucana extracelular solúvel e insolúvel a partir de sacarose. A síntese de glucana promove a aderência de Streptococcus mutans às superfícies sólidas, incluindo aquelas dos dentes. Estes microrganismos são capazes de metabolizar mono e dissacarídeos produzindo ácidos, provocando a queda do pH da saliva e na interface placa-esmalte dos dentes favorecendo a desmineralização do esmalte e, conseqüentemente, desenvolvendo a cárie.

O interesse na produção de isômeros da sacarose tem aumentado devido às similaridades sensoriais e ao menor potencial cariogênico. A sacarose possui cinco isômeros: trealulose, turanose, maltulose, leucrose e isomaltulose. A isomaltulose pode ser empregada na maioria dos alimentos industrializados como substituinte da sacarose sem qualquer alteração nos tradicionais processos de manufatura, sendo aplicada na confecção de produtos de panificação, caramelos, frutas enlatadas, gomas de mascar, produtos à base de chocolate, confeitos, pudins, recheios e coberturas, bebidas para esportistas e pasta de dente.”

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Fiquem de olho na sacarose, ela está por todo lado e quanto mais você evitar, melhor para a saúde bucal. Uma ótima higiene bucal diária associada com consultas regulares ao dentista e cuidados com a dieta são a chave para uma boa saúde bucal.


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