Atualmente, com um acesso mais fácil à informação – muitas delas sem comprovação científica – as pessoas têm dificuldades de saber o que comer. Saiba como fugir do terrorismo nutricional 

 

o que comer
Foto: Shutterstock

 

Existe atualmente certo medo relacionado à comida ou aos alimentos que ingerimos. Há diversas informações soltas, e muitas vezes divulgadas incorretamente, fazendo com que as pessoas evitem consumir determinados alimentos. Muitas destas informações divulgadas ou incentivadas por alguns nutricionistas, inclusive, que acabam gerando dúvidas sobre o que comer.

Restringir alimentos virou moda. Restrições alimentares significam, popularmente, “ser saudável”. As dietas zero glúten e zero lactose passaram a ser sinônimos de identidade. E, sendo assim, as refeições adquiriram status de “boa” ou “má”, como se houvesse um anjo ou diabinho alimentar proibindo ou permitindo o que comer. As inúmeras dúvidas sobre o perigo ou não de algum alimento ou nutriente gera receio de consumi-lo, confundindo ainda mais as pessoas.

 

Como saber o que comer?

 

Diante de alimentos com supostos “poderes milagrosos” ou de nutrientes “vilões”, não se sabe mais o que comer. O ato de se alimentar deixou de possuir um caráter nutritivo, prazeroso e afetivo, tornando-se algo mecânico e artificial.

A retirada de determinado nutriente não quer dizer, basicamente, uma dieta saudável. Há casos específicos, como pessoas intolerantes ou com alergia ao glúten, por exemplo. O mesmo ocorre com a lactose. De um dia para o outro, o glúten virou vilão da alimentação, sem que haja embasamento científico real para isso. Existem alguns estudos em que os resultados não estão devidamente esclarecidos. O que significa que não há motivo para pânico.

O receio ou alerta para pacientes celíacos e alérgicos ou intolerantes à lactose é válido, pois são patologias sérias e com tratamento específico, que precisam ser diagnosticadas por um especialista. As pessoas costumam achar que podem ser intolerantes à lactose ou glúten, sem serem de fato. Deixou-se de consultar um médico ou nutricionista para procurar no Google e fechar um suposto diagnóstico.

Pessoas que excluem leite e derivados ou alimentos que contenham glúten podem apresentar melhora não por serem intolerantes ou alérgicas, mas pelos alimentos excluídos apresentarem, coincidentemente, outros nutrientes ou características particulares causadoras dos sinais e sintomas que uma pessoa pode relatar. Ou mesmo por apresentarem outras patologias que podem ter um quadro clínico semelhante às intolerâncias alimentares.

Infelizmente, hoje a maioria das pessoas se alimenta com um sentimento de culpa. Deixamos de “conversar” com os alimentos e escutar o próprio corpo e passamos a julgar aquilo que comemos, e consequentemente, julgando a nós mesmos como fracassados ou superiores por ingerir ou não determinado grupo de alimentos.

O nosso organismo reage, positiva ou negativamente a todas as restrições alimentares que se pode fazer. O excesso de restrições sobre o que comer pode gerar compulsão alimentar ou agravar outros transtornos alimentares, se as restrições não tiverem indicação específica ou prescrição adequada. O que é doença de caráter nutricional ou transtorno alimentar precisa ser tratado. O que não é correto é submeter pessoas às restrições sem necessidade. É absurdamente bobagem e altamente estressante definir, sem diagnóstico, o que comer ou não.

O nosso comportamento diante de um alimento é tão importante quanto o tipo de alimento que comemos. Em outras palavras, é comer de forma consciente. Sem terrorismos.

 

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