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Condiloma: veja como combater a lesão genital do vírus HPV

Por Redação Doutíssima 29/10/2014

O condiloma, também conhecido como crista de galo ou verruga genital, é uma lesão decorrente do Papilomavírus humano (HPV), doença sexualmente transmissível. É composto por uma série de verrugas pequenas, em forma de couve-flor, geralmente de cor avermelhada ou rosada, que surgem na região genital ou anal.

condiloma

Lesão genital pode ser prevenida com o uso de preservativos. Foto: iStock, Getty Images

A lesão costuma manifestar-se entre 1 e 6 meses após a infecção, geralmente na glande (cabeça do pênis) e ânus, no caso dos homens, e na vagina, vulva, colo do útero e ânus nas mulheres. Também podem aparecer lesões na garganta e na boca.

 

É preciso ter cuidado, pois o vírus pode estar incubado e não se manifestar. Para ter certeza disso, recorre-se à avaliação clínica.

 

O principal meio de prevenção do condiloma é o uso de preservativo durante a relação sexual. Mesmo sem a verruga aparente, a pessoa ainda pode estar infectada. Se a verruga é aparente, o risco de contágio é maior.

 

A transmissão ocorre tanto pelo sexo oral e manual como pelo genital e anal. Existem mais de 100 tipos de HPV, sendo que o condiloma é uma das principais causas do câncer de colo de útero e no ânus.

 

É recomendável fazer visitas periódicas a médicos e ginecologistas. No caso das mulheres, um dos principais meios de prevenção é o exame papanicolau, que constata alterações precoces no útero.

 

Diagnóstico do condiloma é feito por análise

 

Uma avaliação histórica do paciente juntamente com a avaliação das lesões é o que os médicos fazem para detectar o condiloma. Também pode ser feita uma biópsia para o diagnóstico. Além disso, é preciso verificar se houve compartilhamento de materiais como seringas, roupas íntimas, toalhas ou outros itens de higiene pessoal.

 

Tratamento do condiloma conta com apoio de vacinas

 

Para que as verrugas desapareçam, existem cirurgias e medicamentos de uso tópico. Porém, a forma mais eficiente de tratar o condiloma é a vacina quadrivalente, que combate 4 variáveis do vírus (presentes entre 70 a 90 % dos casos diagnosticados) que provoca o câncer de colo do útero.

 

Existe também outra vacina bivalente, específica para outros dois tipos de manifestação do HPV. Atualmente as vacinas são ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e tem como público alvo meninas entre 11 e 13 anos.

 

Funcionando através da produção de anticorpos específicos, a vacina depende do tipo de HPV, da quantidade de anticorpos produzidos por quem foi vacinado, da presença dos anticorpos onde está a lesão e do tempo que o condiloma durar para poder ter seu efeito registrado.

 

Além das vacinas, é possível fazer tratamento com laser, cirurgia local e aplicação de substâncias químicas na região lesionada. Neste último caso, é bastante utilizado o ácido tricoloroacético, colocado diretamente sobre as verrugas. Esse tipo de tratamento é feito durante alguns meses e costuma causar queimaduras na pele.

 

Como a doença é viral, as verrugas, mesmo depois de desaparecerem, tendem a voltar. Se isso acontecer, são necessárias novas intervenções. Caso seu parceiro ou parceira tenha sido diagnosticado com HPV, é extremamente recomendável o exame médico para detectar uma possível contaminação pelo vírus.

 

 


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