Clínica Geral

Surdez: Como a medicina evolui no tratamento da deficiência auditiva

Por Redação Doutíssima 29/10/2014

O tratamento da surdez ganhou recentemente um grande avanço com a utilização de células-tronco. Pesquisadores da Grã-Bretanha realizaram experimentos em animais e conseguiram recuperar a audição de gerbilos (uma espécie de roedores).

surdez

Novos tratamentos para a surdez são cada vez mais eficazes. Foto: iStock, Getty Images

Os especialistas reconstruíram os nervos do ouvido que são responsáveis por transmitir os sons para o cérebro. Se aplicado em humanos, os médicos acreditam ser possível fazer com que pessoas, que não conseguiam nem distinguir os sons de um engarrafamento, possam ouvir inclusive conversas normalmente.

 

No entanto, esse tratamento ainda não pode ser realizado em humanos. Para que fosse utilizada em pessoas, a pesquisa com células-tronco precisaria chegar ao ouvido interno, que é muito pequeno e difícil de ser alcançado, tornando muito arriscado o processo sem um desenvolvimento maior dos estudos.

 

Implantes ajudam pacientes com surdez

 

Outras técnicas que têm se mostrado eficientes para tratar a surdez são o implante coclear e o implante de Baha. Apesar de pouco divulgadas, no Brasil elas tem sido utilizadas e mostram bons resultados.

 

O implante coclear funciona em duas etapas e é indicado para quem tem surdez total bilateral. Primeiramente, é feita uma cirurgia para implantar um eletrodo dentro do ouvido interno (a cóclea).

 

Depois de um mês, aproximadamente, um aparelho externo é colocado na parte de trás do ouvido, que começa a captar os sons ambientes e transmite-os para o eletrodo. A unidade interna recebe então a energia sonora e estimula o cérebro a reconhecer os ruídos.

 

O sistema Baha é indicado para pessoas com perdas auditivas laterais totais, que não tenham o canal auditivo ou que tenham algum tipo de perda de transmissão e não podem colocar o aparelho auditivo comum.

 

No procedimento do sistema Baha, é feita uma cirurgia para colocar um pino de titânio na parte de trás do ouvido. É necessária, então, uma espera de cerca de três meses para que esse pino seja agregado ao osso.

 

Após esse período, um aparelho externo fixado com um botão de pressão é colocado, fazendo com que o instrumento vibre e transfira a vibração para o nervo auditivo.

A diferença do sistema Baha para o coclear é que, enquanto no coclear o som é convertido em energia elétrica que estimula o cérebro, o Baha transforma o som em ondas que vibram para dentro do corpo, amplificando o ruído que a prótese capta.

 

Próteses comuns ainda são mais utilizadas para tratar a surdez

 

Mesmo com os avanços significativos da medicina no tratamento da surdez, as próteses auditivas comuns são as mais utilizadas por quem apresenta deficiência auditiva.

 

Os aparelhos convencionais são chamados de próteses auditivas de condução aérea, que funcionam através da captação do som por microfones e emitem sinais para o ouvido através de um canal auditivo externo.

 

As próteses de condução óssea utilizam vibradores que se adaptam a óculos ou implantes que se apoiam no rosto. São mais utilizadas em caso de surdez de transmissão e fazem as ondas sonoras fluírem através do osso.

 

Existem ainda os implantes do ouvido médio, que captam o som e o transmitem para um vibrador que é fixado à cadeia óssea, fazendo com os movimentos da cadeia sejam amplificados e transmitidos via estribo para o ouvido interno.

 

No entanto, a cirurgia para implante desses aparelhos é complexa e as indicações para coloca-los são bastante específicas.

 

 

 

 


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