[the_ad_group id="16403"]
Dica do Dermatologista

Queratose pilar tem cura? Veja como é o tratamento

Por Redação Doutíssima 15/12/2014

Desencadeada por um excesso de produção de queratina na pele, distúrbio conhecido por hiperqueratinização, a queratose pilar é uma condição cutânea bastante comum.

 

Por uma falha no mecanismo de distribuição da proteína, que passa a formar erroneamente tampões nos folículos pilares, a pessoa com queratose pilar tende a notar a presença de ‘bolinhas’ em colorações avermelhadas ou esbranquiçadas, e rapidamente ‘endurecidas’ ao longo do corpo.

queratose pilar

Se não tratada pode evoluir para outras complicações na pele. Foto: iStock, Getty Images

Braços entre os mais atingidos pela queratose pilar

 

As regiões mais afetadas pela queratose pilar costumam ser os braços e o bumbum, o que não significa, entretanto, que outras regiões não possam registrar tais alterações na derme. Se observada em um microscópio, a zona atingida por queratose pilar demonstra leve espessamento e o ‘entupimento’ dos folículos pode ser percebida.

 

Nas camadas superiores da cútis, pode haver dilatação de microvasos, o que deixará a pele com aparência corada.  A queratose pilar não é um problema que exige cuidados excessivos já que se trata de uma disfunção de cunho exclusivamente estético.

 

Mesmo assim, se não tratada pode evoluir para outras lesões, essas com aspecto de espinhas, que por sua vez podem inflamar e provocar manchas escuras na pele. Estima-se que 50% a 70% dos indivíduos acometidos pelo problema só o registram porque são geneticamente pré-dispostos.

 

Queratose pilar é diagnosticada por exame clínico

 

Outras possíveis causas são hipersensibilidade e secura excessiva da pele; ictiose vulgar (doença que provoca descamação); alergias; rinite; dermatite atópica; eczema e asma. Um exame clínico feito pelo dermatologista costuma ser suficiente para o diagnóstico da anormalidade cutânea.

 

Vale destacar, no entanto, que por vezes a queratose pilar assemelha-se a outras disfunções como milia (pequenas saliências brancas), foliculite (inflamação do folículo piloso), e até líquen spinulosus (pequenas espinhas musgo), pitiríase rubra pilar (enfermidade rara que provoca inflamação constante e desprendimento cutâneo).

 

Outras doenças que podem se assemelhar à queratose pilar são frinodermia (carência de vitamina A), Uleritema ophrygenes, cistos de cabelo, ceratose folicular, Doença Kyrle, união nitidus, união spinulosus, e trichostasis spinulosa, entre outras.

 

Desse modo, em casos excepcionais e generalizados, é possível que o especialista indique uma biópsia para que uma pequena amostra de pele seja analisada em laboratório.

 

As soluções habitualmente prescritas para o controle da queratose pilar são: uso de loções umectantes para melhorar a aparência da derme; aplicação de cremes com ureia, ácido lático, ácido glicólico; ácido salicílico; tretinoina e vitamina D; além de produtos estéticos com esteroides, componentes capazes de amenizar a vermelhidão.

 

Como mais uma opção de tratamento para a queratose pilar, a microdermoabrasão pode ser realizada de uma a duas vezes no mês, em consultório médico, para auxiliar no combate ao bloqueio dos folículos.

 

Entre os pacientes que experimentam o desconforto estético por conta de outras disfunções do organismo, como pessoas asmáticas ou com rinite, o conselho é que tratem o problema na fonte, isto é, solucionar o problema que está desencadeando a interrupção dos folículos.

 

Quando apropriadamente tratada, a queratose pilar tende a desaparecer logo nas primeiras semanas. O problema, contudo, pode volver e a presença das bolinhas voltar a afetar a aparência de certas regiões da pele. A dica é, portanto, persistir nos cuidados e manter uma rotina de visitas ao dermatologista para que o distúrbio seja corretamente monitorado.

 

 

Gostou do artigo? Qual é a sua opinião sobre ele? Venha compartilhar suas experiências e tirar suas dúvidas no Fórum de Discussão Doutíssima!


[the_ad_group id="16349"]
[the_ad_group id="16404"]