A desnutrição infantil sempre foi o calcanhar de aquiles no Brasil. Nos anos de 1980 e 1990, os índices eram alarmantes, superavam os milhões. Mas políticas sociais direcionadas, melhora na distribuição de renda e incentivo da agricultura familiar no país ajudaram o país a melhorar neste quesito.

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Aleitamento materno tem destaque no combate à falta de nutrientes em crianças. Foto: iStock, Getty Images

Pelo menos, é o que mostra o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) para Alimentação e Agricultura (FAO).

De acordo com a FAO, o Brasil conseguiu reduzir em 58% o número de mortes de crianças desnutridas e, com isso, atingiu uma das 15 metas da Conferência Mundial de Alimentação, que era reduzir em 50% o número de pessoas desnutridas até 2015.

Mas o problema ainda está longe de estar estancado. Ainda há cerca de 60 mil crianças menores de um ano que estão desnutridas.  O Norte e o Nordeste são as regiões onde o situação é mais crítica, assim como nas cidades com menos de 10 mil habitantes.

Na tentativa de erradicar a falta de nutrição infantil nestas regiões, em 2012, o Ministério da Saúde criou a Agenda para Intensificação da Atenção Nutricional à Desnutrição Infantil (ANDI).

A agenda tem a missão de apoiar a estruturação e a qualificação dos projetos de enfrentamento à desnutrição infantil em municípios  com menos de 150 mil habitantes, focando nos pequenos.

Crianças indígenas e desnutrição infantil

Um dos grandes desafios do Brasil é acabar ou, pelo menos, reduzir drasticamente os casos de crianças indígenas desnutridas. Esta parcela da população, que hoje esta estimada em cerca de 900 mil pessoas, é a que mais sofre com o problema.

De acordo com o Ministério da Saúde, 55% das mortes de crianças desnutridas são registradas em índios.

 

A explicação, segundo o próprio governo, é o abandono por parte dos índios da agricultura. A falta de terras e a menor oferta de caça também é tido com fontes da desnutrição infantil indígena.

Por que a desnutrição infantil é tão perigosa

Uma criança mal nutrida não consegue se desenvolver adequadamente física nem mentalmente. A falta de nutrientes interfere em todo o seu desenvolvimento psicomotor e, quando em níveis altos, pode provocar a morte precoce das crianças.

 

Para medir o grau da criança desnutrida, os médicos usam os termos  crônica, quando a criança está abaixo da altura indicada para sua idade, e  aguda, quando elas são magras demais em relação à sua altura. Ambos os casos são sérios e merecem atenção adequada e direcionada.

 

Aleitamento materno ajuda a combater o problema

O leite materno é um dos alimentos mais importantes no combate à desnutrição infantil. Quando a mãe está bem nutrida, ele consegue sozinho, até os seis meses de idade da criança, suprir todas as necessidades nutricionais do bebê.

Pesquisas mostram que quem é amamentado consegue na vida adulta ter mais proteção contra diabetes, alergias, infecções respiratórias, entre outras doenças.

 

No quesito incentivo ao aleitamento materno, o Brasil também tem se destacado. Além de criar programas específicos para incentivar as mamães a amamentarem, o país também tem um dos maiores bancos mundias de leite materno. Sendo, inclusive, gerador de conhecimento para 22 países da América Latina, Caribe, Europa e África.

 

 

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