Clínica Geral

Vacina BCG imuniza recém-nascidos contra a tuberculose

Por Redação Doutíssima 01/07/2015

Em primeiro de julho é comemorado o Dia da Vacina BCG. Ela nada mais é do que uma vacina aplicada em todos os bebês no primeiro mês de vida, com o intuito de prevenir infecções – especialmente a tuberculose – que podem atacar o pulmão e outros órgãos. Sua taxa de eficácia é comprovada: de acordo com as estatísticas médicas ela garante cerca de 78% de proteção.

A vacina BCG foi desenvolvida pelos médicos Camille Guérin e Albert Calmette, em Paris, no ano de 1921. Inicialmente, era administrada por via oral. No Brasil, começou a ser utilizada alguns anos depois, em 1929. Por fim, a partir de 1968, passou a ser aplicada por via intradérmica. No ano de 1976, o Ministério da Saúde tornou obrigatória a administração da BCG em crianças.

vacina bcg

Vacina com aplicação obrigatória em bebês ajuda na proteção do organismo contra infecções. Foto: Shutterstock

Assim, o Dia da Vacina BCG foi designado para alertar a população sobre a importância do medicamento para os bebês e a necessidade de manter a carteirinha de vacinação em dia.

A sigla BCG significa Bacilo Calmette-Guérin, nomenclatura que homenageia seus criadores, e é elaborada através de uma bactéria chamada Mycobacterium bovis. Ela é capaz de combater a patologia.

Vacina BCG: entenda como ela atua no organismo

A Vacina BCG é injetada no braço direito da criança, na parte inferior de uma região chamada de deltoideana. Cerca de 0,1 ml de vacina contém, aproximadamente, 200 mil bactérias vivas. A aplicação substitui uma infecção natural, que é grave, por uma infecção artificial e inofensiva, criando uma resistência no organismo.

Aplicada em dose única, a Vacina BCG faz parte do Calendário Básico de Vacinação, sendo obrigatória para menores de um ano. Assim, os bebês devem ser vacinados, preferencialmente,  antes de deixar a maternidade.

Mas há um alerta: para que os recém-nascidos recebam a vacina, é necessário que apresentem um peso igual ou maior que dois quilogramas e estejam em perfeitas condições de saúde.

Estudos indicam, ainda, que as crianças que não foram vacinadas na maternidade devem receber a vacina na idade escolar. Durante um longo período de tempo, foi aplicada uma segunda dose da BCG, pois acreditava-se que, com o passar do tempo, havia um declínio em seu efeito protetor.

No entanto, a recomendação atual da Organização Mundial da Saúde é de que seja aplicada apenas uma dose da vacina.

 

vacina BCG 

Efeitos colaterais e cicatrização da Vacina BCG

A BCG é uma vacina segura e que deixa uma cicatriz bem característica no braço onde foi aplicada. Ela aparece cerca de duas semanas após a aplicação, por conta de uma reação local. Trata-se de um nódulo avermelhado, semelhante a uma espinha. Por fim, forma-se uma feridinha com casca que, ao cair, deixa a marca.

A cicatriz é natural e significa que houve a resposta imunológica e, consequentemente, a defesa do organismo. Normalmente, a BCG não apresenta efeitos colaterais. Na maioria dos casos, os cuidados locais, como a lavagem na hora do banho, são suficientes para lidar com a feridinha que se forma.

No entanto, é importante que o bebê permaneça recebendo acompanhamento pediátrico. Outra recomendação é para que os pais fiquem atentos ao surgimento de lesões mais intensas. Nesse caso, é essencial procurar um médico.

 

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