Clínica Geral

Língua brasileira de sinais ajuda na qualidade de vida dos surdos

Por Redação Doutíssima 26/09/2015

Desde 2002, a língua brasileira de sinais (Libras) é reconhecida como a língua oficial dos surdos. Essa linguagem é fundamental para a comunicação entre pessoas com deficiência auditiva e para a comunidade em geral.

 

Surdos têm seu próprio dia no calendário

A cada ano, em 26 de setembro é celebrado o Dia Nacional do Surdo. O Censo de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), identificou que, no Brasil, 45 milhões de pessoas vivem com algum tipo de deficiência. Do total, mais de 2 milhões de brasileiros são deficientes auditivos com problemas severos.

surdos

Língua brasileira de sinais é a forma de se comunicar com quem possui deficiência auditiva. Foto: iStock, Getty Images

A data comemorativa foi estabelecida em 2008, conforme a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. O dia celebra a criação da primeira escola de surdos no Brasil, inaugurada em 26 de setembro de 1857 na cidade do Rio de Janeiro.

O principal foco de datas como essa é lembrar a população de causas importantes para o bem comum. Melhorar a qualidade de vida dos surdos é um desafio para as comunidades, além de mostrar o quanto é importante valorizar a Libras como um aprendizado para a comunicação de quem tem deficiência auditiva entre si e com as demais pessoas da sociedade.

 

Língua brasileira de sinais

A Libras é a língua oficial da comunidade brasileira de surdos. É um sistema legítimo de gestos e sua estrutura gramatical não segue a mesma linha da Língua Portuguesa, é independente.

O ensino de Libras para a população não-surda não é obrigatório, mas conhecer essa língua e ter o interesse em aprendê-la facilita a comunicação com pessoas não oralizadas. Muitas instituições de ensino oferecem cursos de aprendizagem da Língua Brasileira de Sinais, inclusive em modalidade EAD (Ensino a distância).

 

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Surdez e qualidade de vida

Entre as doenças auditivas mais comuns listadas pela Sociedade Brasileira de Otologia (SBO), estão a perda auditiva induzida por ruído, a perda auditiva após doença infecciosa (como exemplo a meningite) e perda auditiva por idade avançada. Em alguns desses casos, é possível prevenir a deficiência de se tornar permanente.

Em ambiente de trabalho, o uso de protetores auriculares não deve ser ignorado quando exigido conforme a função. Para identificar se há problemas, devem ser feitos check-ups auditivos anualmente, e isso vale para todos os trabalhadores da empresa.

Ainda de acordo com a SBO, grande parte dos problemas de audição desenvolvidos ao longo da vida podem ser resolvidos com aparelhos auditivos. Porém, há resistência e preconceito quanto ao uso dessa tecnologia. O órgão afirma que apenas 40% das pessoas com deficiência auditiva reconhecem a doença.

 

Já quem nasce ou desenvolve a surdez profunda ainda na infância precisa da língua brasileira de sinais para a comunicação desde o início da vida. Essa necessidade especial reforça ainda mais a importância do ensino acessível da linguagem para todos.

 

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