Clínica Geral

Dor crônica afeta até 30% da população mundial. Saiba mais!

Por Redação Doutíssima 06/11/2014

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, a dor crônica faz parte da vida de 30% da população mundial. Somente no Brasil, este número chega a quase 60 milhões de pessoas.

Deste total, cerca de 50% já sofreu algum tipo de comprometimento durante a realização de atividades rotineiras, como no trabalho, sono ou lazer, o que afeta a qualidade de vida de forma considerável.

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Problemas causados por dores constantes afetam a nossa saúde. Foto: iStock, Getty Images

Mas o que é a dor crônica?

A dor crônica pode ser definida como a dor que persiste ou recorre por mais de 3 meses ou aquela associada a lesão que se espera continuar ou evoluir, podendo permanecer por 6 meses ou mais.

Fibromialgia, hipertensão, diabetes e câncer são algumas das doenças que causam dor constante e roubam horas de sono, prejudicando relações afetivas e minando o desempenho profissional. No entanto, é possível retomar o controle da própria vida, aprendendo a administrá-la.

Em pessoas que sofrem deste mal, o sistema nervoso ajusta-se à condição, promovendo a redução da hiperatividade. Como compensação, várias alterações psicológicas e de outras origens se desenvolvem, incluindo aumento da irritabilidade, depressão, preocupação com o corpo e afastamento dos interesses externos.

Outros sintomas comumente relatados por quem sofre com dor crônica são insônia, diminuição do desejo sexual e alteração do apetite.

Além disso, vítimas de dores constantes podem querer afastar-se das pessoas mais próximas e apresentar incapacidade ocupacional. O problema ainda exerce influência negativa na autoestima e pode afetar a capacidade de uma pessoa realizar tarefas associadas à vida diária, ao trabalho e à sua função como membro da comunidade local.

O quadro é agravado pelo fato de que geralmente quem sofre deste mal pode não responder bem às medicações analgésicas.

Dor crônica e a identificação das causas

Identificar um processo patológico responsável pela dor crônica constitui apenas uma etapa na abordagem do tratamento, cabendo ao médico também avaliar a função, a disposição e o estado psicológico do paciente.

Quadros de ansiedade e depressão são constatados com frequência em pacientes com artrite reumatoide, lombalgia crônica e dores no pescoço. Fora isto, o grau de incapacidade associado à dor crônica é fortemente influenciado pela atitude do paciente.

Como nem sempre é possível curar o paciente, a ideia principal é proporcionar melhor qualidade de vida e interferir nos processos que podem estar provocando a dor. Para isso, pode ser necessária uma abordagem multidisciplinar que inclui medicações, aconselhamento, fisioterapia, bloqueio de nervos e mesmo cirurgia.

Embora alguns casos possam ser controlados apenas com medicamentos, outros podem necessitar de encaminhamento a uma clínica especializada em dor. Assim sendo, o tratamento da dor crônica implica na associação de vários profissionais, como médicos, psicólogos, fisioterapeutas, dentistas, assistentes sociais, entre outros, que, em conjunto, buscam a melhor maneira de tratar o caso.

O uso de anti-inflamatórios não esteroides continua sendo a principal base do tratamento para pacientes com doenças reumáticas inflamatórias. Quando a administração de forma isolada não é suficiente para aliviar a dor, os antidepressivos tricíclicos podem ser úteis.

Embora estes agentes tenham sido desenvolvidos para tratar casos de depressão, eles propiciam um efeito analgésico quando utilizados em doses mais baixas do que a utilizada para o tratamento da depressão. No entanto, é importante ressaltar que o uso desta medicação está associado a efeitos colaterais significativos.


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