Durante a adolescência muitas mudanças acontecem. Corpo, pensamentos, atitudes e hormônios podem trazer novos desejos, que muitas vezes resulta no sexo juvenil.

Não é raro que os jovens possuam diversas dúvidas sobre o assunto nessa idade, já que nem sempre conseguem se abrir com os pais e buscar orientações. Trata-se de um problema porque, ao não praticar sexo seguro, gravidez indesejada ou doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) acabam sendo um grande risco.

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Pesquisa de 2012 aponta que 28,7% dos estudantes não eram mais virgens no Brasil. Foto: iStock, Getty Images

 

Desenvolvimento sexual na juventude

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (Pense), realizada em 2012 e feita com estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental em todo o Brasil, 28,7% dos estudantes indicam que já não eram mais virgens. Entre os meninos, 40% já tinham tido a primeira relação sexual, enquanto entre as meninas a proporção era menor, cerca de 18,3%.

 

O desenvolvimento sexual ocorre na puberdade, fase entre 8 a 12 anos de idade para meninas e de 10 a 14 anos para meninos. Nesse período novos hormônios costumam provocar mudanças físicas e psicológicas, e alguns anos mais tarde o adolescente pode começar a ter relacionamentos mais sérios e íntimos, incluindo sexuais.

 

Acontece que nem sempre eles estão preparados. Nem todos têm abertura para conversar sobre o assunto com os pais, tampouco sentem-se confortáveis para buscar ajuda profissional. É por isso que a sexualidade precoce desinformada é capaz de elevar riscos como gravidez indesejada ou DSTs.

 

Muitos mitos costumam se disseminar entre os jovens e contribuir para esses riscos. Prova disso é que, segundo dados de uma pesquisa do Ministério da Saúde, apenas 61% dos adolescentes diz ter usado camisinha na primeira relação sexual.

 

Pais devem abordar o tema do sexo juvenil

Muitos pais de adolescentes ficam perplexos ao saber que os filhos já tiveram sua primeira experiência com o sexo ou estão pensando em ter. Proibir nem sempre é o melhor caminho, sendo que o mais recomendável é deixar esse canal de comunicação aberto para que o adolescente tire todas as suas dúvidas sobre o assunto.

 

Caso os pais não queriam ou não consigam resolver todas as questões, é importante orientar os filhos a buscar ajuda profissional para iniciar a vida sexual com segurança. Afinal, para ter sexo é preciso ter responsabilidade.

 

Se você quer conversar sobre sexo juvenil com seu filho, confira algumas das dúvidas mais comuns entre adolescentes e as informações necessárias para que eles possam ter uma relação segura.

 

1. Como saber que é a hora certa?

O sexo é muito íntimo, envolvendo aspectos físicos e emocionais. É importante esclarecer que fortes sentimentos nesse sentido nem sempre significam que você deve agir quanto a eles.

Muitas vezes os jovens sentem-se fisicamente preparados, mas não possuem a estabilidade emocional para isso e acabam se machucando. Explique que o sexo é parte de um relacionamento, e que outros fatores são importantes, como confiança, respeito mútuo e carinho.

 

2. Segurança no sexo

Fale com seu filho da necessidade de sexo seguro. É importante quebrar alguns mitos como usar camisinha somente na hora de gozar ou lavar a região íntima após o sexo como forma de diminuir chances de gravidez.

Explique que sexo seguro significa uso constante de preservativos, inclusive em sexo oral – esclareça, ainda, que eles devem ser retirados apenas após a relação e imediatamente descartados. Para as meninas, conte sobre outros métodos contraceptivos e leve-as no ginecologista, se entender necessário.

 

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