Clínica Geral

Atenção domiciliar promete atendimento humanizado a pacientes

Por Redação Doutíssima 20/10/2015

Ainda que o hospital seja a principal referência em cuidados de saúde, tem crescido no Brasil o número de casos em que a família e o paciente recorrem à atenção domiciliar. O serviço equivale ao prestado em ambiente hospitalar, com a diferença do conforto da residência do atendido.

Entenda o que é o atendimento em domicílio, quando é indicado recorrer à opção, além das vantagens e desvantagens do serviço.

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A atenção domiciliar, conhecida como home care, tem ajudado a otimizar leitos no SUS. Foto: iStock, Getty Images

Como funciona a atenção domiciliar 

Com a assistência de profissionais da saúde, o serviço promove ações a favor da prevenção, tratamento de doenças e reabilitação de pacientes em domicílio. A pessoa recebe atendimento integral, além de visitas médicas e de enfermagem. Além disso, conforme perfil do paciente, pode ser atendido por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e nutricionistas.

De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em 2014 houve quase 140 mil internações domiciliares no Brasil, número 50% maior que em 2011, quando o órgão registrou cerca de 93 mil casos de pacientes em tratamento em suas residências.

Também conhecido como home care, a atenção domiciliar possui duas modalidades. Na primeira, os pacientes são visitados pelos profissionais para cuidados ambulatoriais, como troca de curativos e aplicação de injeções. Nesse caso, a opção é indicada para pessoas com algum tipo de dificuldade de locomoção.

A segunda modalidade se caracteriza pela internação domiciliar. É recomendada para aqueles pacientes que necessitam de acompanhamento constante, uso de aparelho respiratório ou com feridas complexas.

Empresas privadas oferecem o serviço home care, que funciona basicamente como um plano de saúde aplicado em sua casa. Entretanto, para quem não possui condições financeiras para custear a contratação, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atenção domiciliar por meio do Programa Melhor em Casa.

Ativo desde 2012, o programa racionalizou quase 1,3 milhão de leitos no SUS, segundo cálculos da Coordenação Geral de Atenção Domiciliar (CGAD), divulgados pelo Ministério da Saúde. Na prática, os dados mostram que o atendimento de pacientes em suas casas liberou cerca de 3,5 mil leitos hospitalares por dia para outros pacientes do SUS em todo o Brasil.

Vantagens e desvantagens

Uma das principais vantagens do home care, seja privado ou público, está a possibilidade do paciente receber visitas, carinho e atenção de família e amigos sem as restrições de horários e quantidade de pessoas que os hospitais estabelecem.

Além disso, em um ambiente conhecido e confortável, o paciente pode correr menor risco de complicações clínicas por contato com outros pacientes, além de evitar reinternações e até mesmo infecções.

Entretanto, para que a saúde esteja em primeiro lugar, o ideal é que os familiares sempre mantenham a higiene do local de repouso e pertences do paciente. Usuários de sondas, traqueostomias ou dependentes de ventilação mecânica ou oxigenioterapia devem ter os equipamentos manuseados preferencialmente pela equipe médica para evitar complicações.

 

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