Clínica Geral

Vacinação protege grávidas e fetos contra doenças

Por Redação Doutíssima 24/11/2014

A gravidez é um momento aguardado por muitos casais. Junto com a expectativa e a ansiedade do nascimento da criança, muitas dúvidas surgem em relação a este período de gestação, sendo que um dos questionamentos mais pontuais se refere aos riscos da vacinação durante esta fase.

vacinação

Manter as vacinas em dia é garantia de prevenção para o futuro. Foto: iStock, Getty Images

Apesar do receio que existe, a vacinação nem sempre é contraindicada na gravidez, pois ela protege grávidas e fetos contra doenças.

A imunização antes e durante a gravidez protege a mulher contra doenças potencialmente graves, além de garantir maior resistência a infecções intrauterinas e uma imunização passiva ao recém nascido, sendo também transmitida pelo leite materno.

Vacinação é importante em diversos casos

A vacinação para as gestantes é de extrema importância, pois elas se encontram no grupo de risco para as complicações causadas pela infecção do vírus influenza, e podem desenvolver diversas doenças preveníveis por vacinas, como hepatite B, coqueluche, tétano, difteria e meningite.

Em virtude disto, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo iniciou, desde o dia 3 de novembro, a vacinação “2 em 1” para grávidas entre a 27ª e a 36ª semana de gestação em todos os municípios do estado.

Por meio dela, a imunização irá proteger, além das gestantes, os bebês, que já nascerão com os anticorpos necessários à prevenção da difteria, do tétano e também da coqueluche, doença que apresenta um alto índice de letalidade, principalmente em crianças com até dois meses de vida.

A vacina para a prevenção do tétano neonatal também é de grande importância, já que os anticorpos produzidos pela mãe, após a vacinação, atravessam placenta, protegendo o feto.

Além da vacinação contra difteria, tétano e coqueluche, as grávidas devem tomar vacina da gripe trivalente para prevenção contra os vírus influenza A, B e da gripe A (H1N1). A realização desta vacina é indicada nos meses de sazonalidade do vírus, mesmo isto ocorrendo no primeiro trimestre da gestação.

Prevenção e vacinação caminham juntas

Outra vacina de grande importância para a gestante e para o feto durante a gravidez é a da hepatite B. A doença, que pode ser transmitida durante a relação sexual ou pelo contato com sangue contaminado, apresenta risco tanto para a gestante quanto para o bebê.

Quando não realiza o tratamento e não segue as orientações médicas, a grávida pode desenvolver doenças graves do fígado, como cirrose hepática ou câncer do fígado, causando danos que podem ser irreversíveis.

Já o bebê pode infectado na hora do parto, por meio do sangue da mãe ou pela placenta. Por isto, logo após o nascimento, o bebê deverá receber uma dose da vacina contra a hepatite B e uma injeção de imunoglobulina até 12 horas após o parto e mais duas doses da vacina no 1º e no 6º mês de vida.

A gestante ainda pode tomar vacina contra meningite C, com solicitação médica. A vacinação deve ser administrada depois dos três primeiros meses de gestação, que é o período em que os anticorpos da mãe passam para o bebê deixando-o mais bem protegido.

No entanto, algumas vacinas são contraindicadas durante a gravidez. É o caso da BCG, da vacina contra pólio e contra rubéola, pois se tratam de vacinações com vírus vivos que podem afetar o bebê causando uma série de complicações como, por exemplo, malformação do feto e até o aborto.

 

 

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