Filhos

Conheça as vantagens e desvantagens de optar por filho único

Por Redação Doutíssima 31/10/2015

O número de famílias com apenas uma criança tem aumentado gradualmente entre casais preocupados em oferecer educação de qualidade e conforto. E, ao contrário da crença popular, ser filho único não tem impacto negativo no desenvolvimento – embora ter irmão tenha suas vantagens.

 

Ter um filho único é comum 

A diminuição do número de pessoas na família é uma tendência mundial. Há algumas décadas era comum casais terem três ou mais filhos, mas nos dias de hoje isso é para poucos. Essa decisão decorre de vários fatores, mas em geral o que mais pesa é o financeiro.

filho único istock getty images doutíssima

Filhos únicos são geralmente mais independentes, segundo estudos. Foto: iStock, Getty Images

 

Segundo um levantamento feito em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde 1970 o número de filhos das famílias brasileiras vem diminuindo. Há 40 anos, a taxa era de 5,76 filhos por mulher e, em 2010, esse número caiu para 1,90. Essa situação não é apenas vista no Brasil.

 

De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Nacional de Estatística do Reino Unido, quase metade das famílias britânicas hoje têm apenas um filho. As razões para isso, segundo eles, estão no aumento dos custos de assistência à infância e na crescente propensão das mães a dar à luz mais tarde na vida.

 

Conforme o USA Census Bureau, há aproximadamente 14 milhões de filhos únicos nos Estados Unidos. Esse número compreende 20% da população infantil – e dobrou se comparado com a taxa de 50 anos atrás.

 

Vantagens e desvantagens de ter filho único

Há várias razões para alguns pais optarem por um único filho. Muitos querem levar uma vida mais livre de estresse, já que é normalmente mais fácil educar e dar conforto a apenas uma criança. Em alguns países populosos como a China, há inclusive uma política governamental de filho único.

 

No entanto, as reais vantagens de apenas um filho podem estar relacionadas à maior atenção que os pais podem prestar a ele. Essa atenção é capaz de levar a sucesso acadêmico, QI mais alto e maior autoestima para os pequenos, segundo estudo da Universidade do Texas.

 

Uma vida mais confortável é outro aspecto positivo. Além disso, inexistirão problemas de comparação – que intencionais ou não, costumam ocorrer quando há mais de um filho. Crianças sem irmãos também são geralmente mais independentes.

 

Acontece que ainda há outras questões importantes a considerar quando se decide ter filho único. Muitas vezes, enquanto os amigos estão brincando com irmãos, as crianças ficam apenas com os pais – e para muitos pequenos a solidão é uma preocupação real e que incomoda.

 

Cuide também com o excesso de rigor. A criança irá sempre se sentir o foco da atenção e, por isso, muitas vezes é capaz de sentir-se pressionada a não errar. Vale lembrar também que ser o único filho pode afetar a capacidade da criança de resolver conflitos com seus pares – afinal elas costumam interagir apenas com adultos.

 

As desvantagens podem agravar-se com o envelhecimento dos pais. O cuidado com pessoas idosas muitas vezes tem enormes implicações financeiras e emocionais. As crianças que não têm o benefício de irmãos para dividi-los são capazes de ficar sobrecarregadas com a responsabilidade, especialmente se vivem longe dos pais ou têm um círculo limitado de apoio.

 

Gostou do artigo? Qual é a sua opinião sobre ele? Venha compartilhar suas experiências e tirar suas dúvidas no Fórum de Discussão DoutíssimaClique aqui para se cadastrar! 


Sites parceiros