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Dieta low carb: cortar carboidrato pode não ser a melhor opção, diz estudo

Por Vivian Ortiz 18/10/2018

A chamada dieta low carb prega uma restrição severa no consumo de carboidratos durante a rotina alimentar. De acordo com seus adeptos, o nutriente — presente em alimentos como pão, massas e arroz — seria uma das causas da obesidade, além de provocar outros problemas de saúde.

Dieta low carb foca no consumo de proteínas e gorduras. (Foto: iStock)

Agora, porém, um estudo publicado na prestigiada revista científica The Lancet sugere que o baixo consumo de carboidrato pode diminuir a expectativa de vida.

Os pesquisadores analisaram questionários sobre hábitos alimentares de 15.428 pessoas com idades entre 45 a 64 anos, por cerca de 25 anos. Nesse período, foram registradas 6.283 mortes. Os dados foram combinados com dados de outros estudos, totalizando 432.179 participantes e 40.181 óbitos.

Carboidrato na medida

Quando cruzaram todos esses números, os pesquisadores perceberam que o baixo consumo dos nutrientes (menos de 40% das necessidades calóricas diárias de uma pessoa) resultou em um maior risco de mortalidade.

No entanto, o exagero também foi problemático. Pessoas cuja dieta era composta por mais de 70% de calorias vindas dos carboidratos também viram a expectativa de vida cair.

A longevidade só sai ganhando quando de 50 a 55% das calorias são representadas pelo carboidrato. Esse é um valor semelhante ao que a maioria dos nutricionistas considera ideal.

Hidratos de carbono: Segredo está no consumo moderado

Líder do estudo, Sara Seidelmann, do Brigham and Women’s Hospital (EUA), explicou que ingerir carboidratos de forma moderada é essencial para a nossa saúde a longo prazo.

O grande conselho é variar o cardápio. Consuma com bom senso tanto carboidratos quanto proteínas, com prioridade para as de origem vegetal.

Como funciona a dieta low carb

Uma dieta low carb, ou com baixo carboidrato, restringe a quantidade de alimentos que contenham o nutriente no cardápio. Isso significa priorizar o consumo de carnes, ovos e gorduras saudáveis, como azeite de oliva e manteiga.

Seus defensores alegam que a mudança rápida ocorrida há 10 mil anos, com o surgimento da agricultura, dos grãos, dos laticínios e dos legumes, não deu tempo suficiente para que o corpo humano pudesse se adaptar aos alimentos ricos em carboidratos.

A teoria por trás desse tipo de cardápio é que tal diminuição deixaria os níveis de insulina mais baixos. Isso faria o corpo queimar gordura armazenada na tentativa de fornecer energia para o funcionamento do organismo.

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Em geral, uma dieta low carb se concentra em proteínas (carnes, aves, peixes e ovos) e alguns vegetais sem amido. No entanto, geralmente exclui ou limita a maioria dos grãos, como feijões, frutas, pães, doces, massas e vegetais ricos em amido, e, às vezes, nozes e sementes.

Alguns planos limitam ainda o consumo diário de carboidrato a algo entre 50 a 150 gramas. Para se ter uma ideia, 110 gramas de banana possuem 25 gramas de carboidrato. Enquanto isso, a mesma quantidade de brócolis possui apenas 4 gramas aproximadamente.

Outros tipos de dieta low carb restringem os carboidratos apenas durante a fase inicial da dieta e, em seguida, aumentam gradualmente a quantidade permitida.

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