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Clínica Geral

Saiba como tratar a endometriose: doença é bastante frequente

Por Redação Doutíssima 31/03/2014

A endometriose pode afetar as mulheres desde a primeira menstruação e a falta de informação é um dos aspectos que atrapalham a identificação da doença. Por isso, além de aprender a reconhecer os sintomas, é preciso saber como tratar a endometriose.

Esse problema ocorre quando o tecido que reveste a parede uterina, o endométrio, cresce em outras partes. As regiões normalmente afetadas são pélvica, ovários, intestino e reto, mas pode atingir outros lugares, como pulmões, se não for tratada. No Brasil, de 7 a 10 milhões de mulheres já receberam o diagnóstico da doença.

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No Brasil, de 7 a 10 milhões de mulheres já receberam o diagnóstico da doença. Foto: iStock, Getty Images

Quais são os sintomas da endometriose?

Para identificar a doença é necessário ficar atenta à intensidade das dores e ao funcionamento do intestino na fase reprodutiva.

“A cólica menstrual é muito intensa nesses casos. A paciente pode ter, também, dor na relação sexual, alteração intestinal – quando o intestino fica solto durante a menstruação – e, às vezes, dores ao urinar”, afirma o ginecologista e professor Carlos Alberto Petta, membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp).

A dificuldade para engravidar está entre os sintomas que estão em maior evidência e acomete 50% das mulheres. De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Endometriose, essa doença é responsável por 40% dos casos de infertilidade feminina no Brasil.

Mas se você quer ter filhos, fique atenta ao histórico clínico da sua família, pois isso ajuda a prevenir e posteriormente tratar essa doença. “Se a sua mãe tem endometriose, você tem cerca de sete vezes mais chances de sofrer deste problema ao longo da vida.”, ressalta Alysson Zanatta, ginecologista do Hospital Santa Luzia, em Brasília.

O diagnóstico da endometriose é feito por observação da dor pélvica pré-menstrual companhada de dismemorreia orgânica progressiva ou cólica menstrual.

Também é possível identificar a doença através de exame de ultrassom pélvico e transvaginal, além da utilização de um marcador tumoral conhecido como Ca-125. Quando os exames não são conclusivos são indicados laparoscopia e biópsia.

Como tratar a endometriose

Afinal, como tratar a endometriose? É importante saber que não existe cura para esse distúrbio ginecológico e o seu tratamento é feito para amenizar os sintomas e incômodos.

Também não há causa específica, mas estudos apontam que mulheres com rotina agitada e estressante apresentam uma maior tendência para desenvolver a endometriose. No tratamento são utilizados analgésicos, anti-inflamatórios, técnicas de relaxamento para controlar a dor e cirurgia.

A cirurgia é indicada apenas para casos graves e para mulheres que não desejam mais ter filhos, pois nesse processo são retirados o útero e ovários.

Como a porcentagem de mulheres atingidas no País é alta, a Associação Brasileira de Endometriose (SBE), disponibiliza em seu site o Manual prático de dor em Ginecologia. Nesse manual é possível encontrar informações sobre sintomas bem específicos da endometriose e também da síndrome pré-menstrual que ajudam na identificação da doença.

Em 2015, através de um projeto de lei foi instituído que o dia 8 de maio é dia Nacional contra a Endometriose. Nessa data são desenvolvidas ações de conscientização sobre a doença.

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