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Diabetes tipo 2: tudo o que você precisa saber

Por Redação Doutíssima 23/10/2014

Diferente do diabetes 1, no diabetes tipo 2 pode haver alguma produção de insulina, isso é, do hormônio responsável pela captação da glicose, substância fundamental na provisão de energia ao metabolismo. O problema que leva à doença pode ser o funcionamento inadequado ou mesmo a baixa quantidade (insuficiência) da insulina secretada pelo pâncreas.

 

Diabetes tipo 2 é o mais comum

 

O diabetes tipo 2 responde por 90% dos casos registrados da doença, que afeta especialmente pessoas obesas, com mais de 40 anos, sedentários e indivíduos expostos constantemente a situações de estresse. Maus hábitos alimentares igualmente podem colaborar para o aparecimento da doença.

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Glicosímetro pode identificar concentração da glicose no sangue rapidamente. Foto: iStock, Getty Images

 

Fatores de risco do diabetes tipo 2

 

Dentre as condições que incrementam o risco de diabetes tipo 2, evidenciam-se o histórico de diabetes gestacional, casos da enfermidade na família, baixas taxas de colesterol HDL (conhecido como colesterol bom), triglicerídeos aumentados, hipertensão e consumo abusivo de álcool.

 

Algumas manifestações indicam a existência do tipo 2 de diabetes. São elas: infecções recorrentes na bexiga, rins e pele, dificuldades de cicatrização, visão embaçada, furúnculos, dormência nos pés, vontade frequente de urinar, fome constante e sede intensa.

 

Como conviver com a doença

 

As pessoas acometidas por diabetes tipo 2 precisam ter em mente que necessitam aprender a conviver com a patologia, pois não há cura para o problema. A partir da adoção de alguns cuidados, no entanto, o diabético pode ter uma rotina bastante próxima a de uma pessoa não afetada pela doença.

 

A prática de atividades físicas é recomendada, de igual forma que o controle da dieta, que deve excluir alimentos altamente calóricos, gordurosos e açucarados. Abrir mão de cigarros e bebidas alcoólicas também é essencial para a administração adequada do diabetes.

 

Outra preocupação relevante é evitar saunas e escalda-pés, pois o diabetes tipo 2 compromete a microcirculação, lesionando as arteríolas que nutrem os tecidos de pernas e pés, por exemplo.

 

A partir das modificações circulatórias, a exposição às altas temperaturas e choques térmicos pode agravar eventuais quadros de angiopatias e outras desordens cardíacas.

 

Tratamento com remédios

 

Alguns medicamentos indicados para o gerenciamento do diabetes tipo 2 são: inibidores da alfaglicosidase, biguanidas, sulfonilureias, tiazolidinedionas, inibidoresenzima DPP-4, glinidas e injetáveis.

 

A indicação do remédio mais adequado para cada caso deve ser realizada pelo médico. Em geral, o endocrinologista é o especialista mais aconselhado para o acompanhamento desse tipo de paciente.

 

Para ter certeza das variações glicêmicas diárias, o paciente precisa realizar medições regulares de insulina. Assim, deve dispor de um glicosímetro, aparelho capaz de identificar as concentrações da substância no sangue em alguns segundos.

 

Com o monitoramento constante, o diabético assume o gerenciamento de suas taxas e evita episódios de hipo (falta) ou hiperglicemia (excesso de glicose na corrente sanguínea). É sugerido que as medições sejam efetuadas em jejum logo pela manhã, bem como antes e duas horas depois das refeições, ou sempre que houver suspeita de alterações.

 

Como regra, os percentuais de glicemia indicados variam entre 75 e 110 mg/dL. Com a orientação de um médico, contudo, é possível estabelecer outros padrões, lembrando que para isso é necessário que o perfil de cada paciente seja minuciosamente analisado.

 


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