Clínica Geral

Veja em que situações as mulheres devem recorrer à urologia

Por Redação Doutíssima 31/10/2014

A mulher sofre de infecção na bexiga de forma recorrente, e a primeira providência que toma é agendar consulta com o ginecologista. A busca por orientação médica é sempre uma atitude adequada. Para estes problemas, no entanto, há uma especialidade ainda mais recomendada, mas que poucas mulheres procuram: a urologia.

urologia

Exames clínicos podem ajudar mulheres que sofram de determinados males. Foto: iStock, Getty Images

A especialidade não é exclusiva apenas para homens, como é disseminado entre o senso comum. Além de focalizar na saúde sexual masculina, a urologia também trata das disfunções do aparelho urinário, independente de sexo ou idade.

 

Portanto, homens e mulheres devem ser estimulados a consultar o urologista sempre que perceberem qualquer inconformidade nos rins, bexiga ou uretra.

 

No que a urologia pode ajudar as mulheres

 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, as mulheres são mais atingidas por certos problemas urológicos, a exemplo das infecções e incontinência urinária.

 

A informação de que a urologia é uma especialidade que abrange ambos os sexos, contudo, parece não ser difundida corretamente, o que acaba levando as pacientes aos consultórios de urologistas de forma tardia, em geral apenas após encaminhamento do ginecologista.

 

Conforme dados do Ministério da Saúde, a cada oito consultas ginecológicas, somente uma é registrada no urologista.

 

A gravidez, o parto e a menopausa são fatores que expõem mais a mulher a dificuldades urológicas. É a partir do fim dos ciclos menstruais que as mulheres mais detectam problemas na bexiga. É a urologia, também, o ramo da medicina apto a diagnosticar outros distúrbios como cálculo renal e tumores no rim e bexiga.

 

A urologia, enfim, é capaz de preservar a saúde e sanar várias doenças comuns às mulheres. Confira as principais:

 

Doenças tratadas pela urologia

 

– Incontinência urinária

 

Perda involuntária de urina, é o problema de saúde mais comum entre idosas. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, em torno de 20% da população feminina está exposta a este tipo de incômodo a partir dos 60 anos.

 

A dificuldade não apenas compromete a higiene mas, de igual forma, afeta a qualidade de vida e a autoestima das pacientes. Muitas mulheres acometidas por incontinência, aliás, são também vítimas de depressão.

 

A boa notícia é que a incontinência é tratável e há soluções além da cirurgia, entre elas a prática de exercícios de contração e a reeducação da bexiga a partir do estabelecimento de horários para a micção.

 

– Infecção do trato urinário

 

É quando bactérias, fungos ou vírus ingressam no aparelho, podendo provocar desde simples cistites até pielonefrite, infecção grave que atinge a pelve dos rins.

 

– Bexiga hiperativa

 

Trata-se da vontade incontrolável de urinar. É mais frequente entre mulheres, com uma média de duas representantes do gênero feminino atingidas pelo problema para cada homem.

 

– Cistite intersticial

 

A síndrome da bexiga dolorosa ou inflamação crônica da bexiga é descrita como aquela que provoca dor pélvica insistente. Ainda não se sabe a causa.

 

– Pedra nos rins

 

Os conhecidos cálculos renais só são eliminados com tratamentos cirúrgicos em casos mais graves. Sabe-se que têm conexão com a dieta de cada indivíduo, logo, a alimentação rica em proteínas, sal e hidratos de carbono é tida como responsável pela formação das pedras.

 

 


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