Clínica Geral

Prevenção do ebola: como se manter longe do vírus

Por Redação Doutíssima 13/11/2014

O recente surto de ebola na África colocou o mundo em estado de alerta. O medo de que o vírus se espalhe para outros países, transformando o surto em uma epidemia mundial, levou a Organização Mundial de Saúde a decretar estado de emergência. Por isso, é importante conhecer os métodos de prevenção do ebola.

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Pesquisas tentam desenvolver vacina para a prevenção efetiva do ebola. Foto: iStock, Getty Images

Como agir na prevenção do ebola

No Brasil, o risco de contágio é baixo e estão assegurados os mecanismos de prevenção que incluem, entre outras medidas, a detecção prévia de possíveis casos vindos do exterior e um plano de resposta.

Isto inclui o isolamento dos pacientes, nos casos suspeitos, e o uso de equipamentos de proteção individual, por parte de médicos, enfermeiros e demais envolvidos, para contenção da transmissão da doença.

Além disto, é realizado um rastreamento de seus contatos e, naqueles novos casos suspeitos, o processo de isolamento é repetido até que se elimine o risco de transmissão da doença.

O vírus ebola é uma doença infecciosa altamente contagiosa que pode levar o paciente à morte. Ainda não há uma cura conhecida, apenas vacinas e soros experimentais. A doença mata por falência múltipla dos órgãos, quando fígado e rins param de funcionar, e também por hemorragia interna.

O tratamento padrão para quem é contaminado pela doença é limitado a uma terapia de apoio, que consiste em hidratar o paciente, manter seus níveis de oxigênio e pressão sanguínea e tratar quaisquer infecções.

Apesar das principais regiões afetadas pelo vírus se encontrarem na África Central e Ocidental e da chance de epidemia se espalhar para outras partes do mundo ser mínima, casos isolados podem ocorrer. Com base nisto, e na letalidade da doença, é fundamental tomar precauções e adotar medidas de prevenção do ebola.

Ações pela prevenção do ebola

Os sintomas da ebola são muito parecidos com os da gripe e de outras patologias infecciosas, como a cólera e a febre tifoide.

Os seus principais sintomas são febre, dor de cabeça, dores nas articulações, perda de apetite, dificuldade em respirar e inflamação na garganta, e nos estágios mais avançados é comum haver quadro de diarreia, vômitos e sangramentos internos. Como não existe nenhuma vacina preventiva, a prevenção do ebola é de grande importância.

No caso de uma viagem recente para países como a República Democrática do Congo, Serra Leoa, Guiné, Uganda ou Libéria, é importante prestar atenção a um possível contágio do ebola. Na presença de algum possível indício da doença, procure um médico.

Outra medida de prevenção do ebola é reduzir o contato físico com pessoas que foram infectadas pelo vírus e adotar as medidas de segurança adequadas na hora de atender estes doentes. Também é imprescindível lavar as mãos regularmente depois de visitar alguma pessoa contaminada com o ebola no hospital ou depois de prestar os cuidados em casa.

Profissionais de saúde que atendem a possíveis infectados, ou casos confirmados, deverão prestar especial atenção na prevenção do ebola, principalmente ao manterem contato próximo. Nestes casos, o rosto deve ser protegido com uma máscara e óculos, usar bata limpa de mangas compridas e luvas.

A principal forma de transmissão do ebola é por meio do contato direto com a saliva, sangue, órgãos, excrementos e demais fluídos corporais da pessoa infectada. Por isto, se algum familiar for infectado, as precauções deverão ser amplamente reforçadas.

O vírus, que não é transmitido pelo ar, tem um período de incubação de até 21 dias. No caso de ter se mantido relações sexuais com alguém infectado com o vírus, esta janela é estendida para sete semanas.

 

 


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