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Como lidar com o filho acometido pelo diabetes infantil

Por Redação Doutíssima 16/11/2014

Ter que enfrentar uma doença grave, mas passageira, de um filho já é difícil. Mas ter que encarar uma doença que exigirá controle para o resto da vida é muito complicado e deixa os pais perdidos e desorientados.

O diabetes infantil é uma doença que exige atenção frequente, cuidado nas doses de medicamentos e uma alimentação bem regrada. Existem dois tipos de diabetes, 1 e 2.

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Cuidados com a doença ajudam a criança a ter vida normal. Foto: iStock, Getty Images

Atenção no tratamento do diabetes infantil

Para ficar mais tranquilo em relação a doença, é importante conhecer suas especificidades. A insulina é produzida pelo pâncreas e ajuda o organismo a transformar em energia todo o açúcar ingerido, proveniente de doces ou alimentos ricos em carboidratos. O diabetes surge quando há uma alteração na produção ou resistência deste hormônio pelo corpo.

O tipo mais comum de diabetes infantil é o 1, que geralmente aparece de uma hora para outra. O surgimento da doença pode ocorrer das primeiras semanas de vida até os 30 anos de idade. Há casos de pessoas com mais de 30 que desenvolveram a doença, mas são raros.

Em crianças, a faixa com mais incidência é entre os 5 e 7 anos. Este tipo da doença ocorre quando o sistema imunológico (que faz as barreiras contra vírus e bactérias), por algum motivo, ataca e destrói as células que produzem insulina no pâncreas. Sendo assim, a reposição de insulina para a digestão dos açúcares será sempre necessária.

O diabetes tipo 2, geralmente de causa genética (hereditária), era considerado uma doença de adulto. Com o passar do tempo e aumento da obesidade na infância, além da vida sedentária e péssimos hábitos alimentares, o diabetes infantil deste tipo também começou afetar crianças e adolescentes.

Neste tipo da doença há uma resistência à insulina, mesmo que o pâncreas a produza de forma normal. O diabetes infantil 1 não tratado precocemente pode gerar um quadro muito grave, levando até ao coma.

O problema se dá pela variação brusca da taxa de glicose. Geralmente pela ingestão de alguma coisa que a criança não consegue processar, ocorre a hiperglicemia.

Já o contrário, quando a taxa de glicose cai demais, é chamado de hipoglicemia e vem acompanhado de muitos sintomas, como taquicardia, tremores, suor gelado, entre outros. A oscilação brusca entre as taxas é muito grave e pode levar ao coma.

Sintomas do diabetes infantil

Os pais sempre devem estar atentos às reações das crianças – elas sempre querem dizer alguma coisa. Se houver casos estranhos e anormais, principalmente quando já há casos de diabetes na família em parentes de 1º grau, a atenção deve ser redobrada.

Os sintomas mais comuns são: emagrecimento, muita sede, aumento de fome, aumento anormal da frequência de urinar, mal estar, fraqueza, sonolência, tonturas, formigamentos e câimbras.

Cuidados no tratamento

O diabetes infantil tipo 1 exige aplicações de insulina diariamente. Os pais da criança com a doença precisam ministrar as doses diárias, além de controlar rigorosamente as taxas de glicose. O ideal é anotar para acompanhar possíveis oscilações.

Em ambos os tipos é preciso controlar a ingestão de açúcares refinados e priorizar o consumo de alimentos com fibras. Adoçantes só devem ser usados por crianças com mais de 1 ano.

 

 


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