No próximo dia 23 de novembro é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil. A data foi instituída em 2008 e culmina com o mês inteiro de atividades do Novembro Dourado, dedicado a lembrar a importância da prevenção das neoplasias que atingem crianças e jovens.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que em torno de 70% das crianças acometidas por um câncer podem ser curadas se diagnosticadas precocemente e tratadas em centros especializados.
Diferentemente do câncer em adultos, que afeta as células do epitélio, que recobre os diferentes órgãos como mama, pulmão, intestino, entre outros, o câncer infantojuvenil geralmente afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação do corpo.
Por isso, as neoplasias mais frequentes nesta fase são as leucemias, tumores do sistema nervoso central e linfomas. Menos frequentes, mas ainda assim registrados, estão os tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal, tumor renal, da retina do olho, ósseo e das partes moles.
No câncer infantojuvenil, até o momento, não existem evidências científicas que deixem clara a associação entre a doença e fatores ambientais. Logo, a prevenção é um desafio. A ênfase atual deve ser dada ao diagnóstico precoce e orientação terapêutica de qualidade.
Diagnóstico precoce contra o câncer infantojuvenil
Os pais são vitais para o diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil. Ao sinal de alguma anormalidade, levem seus filhos ao pediatra para avaliação. A manifestação clínica dos tumores infantojuvenis pode não diferir muito de doenças benignas (sem maior gravidade) comuns nessa faixa etária.
É difícil falar em sintomas, quando há uma infinidade de tumores que podem acometer o paciente, mas febre alta sem motivo, sudorese, manchas rochas pelo corpo, constipação e cansaço excessivo podem ser indicativos de câncer.
Muitas vezes a criança ou o jovem está em razoáveis condições de saúde no início da doença. Por esse motivo, o conhecimento do médico sobre a possibilidade da doença é fundamental.
Outras vezes, crianças e adolescentes com câncer chegam ao centro de tratamento em estágio avançado da doença por diversos fatores: desinformação dos pais, medo do diagnóstico de câncer, desinformação dos médicos.
Formas de apresentação do câncer infantojuvenil
– Nas leucemias, pela invasão da medula óssea por células anormais, a criança se torna mais sujeita a infecções, pode ficar pálida, ter sangramentos e sentir dores ósseas.
– No retinoblastoma, tumor na retina, um sinal importante é o chamado “reflexo do olho do gato”, embranquecimento da pupila quando exposta à luz. Pode se apresentar, também, através de sensibilidade exagerada à luz ou estrabismo. Geralmente, acomete crianças antes dos três anos.
– Aumento do volume ou surgimento de massa no abdômen pode ser sintoma de tumor de Wilms (que afeta os rins) ou neuroblastoma.
– Tumores sólidos podem se manifestar pela formação de massa, visível ou não, e causar dor nos membros. Esse sintoma é frequente, por exemplo, no osteossarcoma (tumor no osso em crescimento), mais comum em adolescentes.
– Tumor de sistema nervoso central tem como sintomas dores de cabeça, vômitos, alterações motoras, alterações de comportamento e paralisia de nervos.
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