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Clínica Geral

Saiba como funciona o transplante de medula óssea

Por Redação Doutíssima 17/01/2015

Em muitos casos, o transplante de medula pode significar um renascimento para quem sofre de patologias agressivas como a leucemia. E o índice desse tipo de operação cresceu significativamente nos últimos anos.

transplante de medula

Transplante não interfere na saúde do doador. Foto: iStock, Getty Images

Apenas entre os anos de 2004 e 2014, foram realizados quase 17 mil transplantes de medula óssea no Brasil, é o que aponta a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

O que é a medula?

 

A medula óssea é formada por um tecido gorduroso no qual são produzidos os componentes figurados do sangue: hemácias (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos) e plaquetas. Esse tecido de aspecto líquido ocupa o interior dos ossos e é conhecido popularmente por “tutano”.

Quando é indicado o transplante de medula?

 

O transplante de medula óssea é indicado quando existe o diagnóstico de Anemia Aplástica Grave e alguns tipos de leucemias, como a Leucemia Mielóide Aguda, Leucemia Mielóide Crônica e Leucemia Linfóide Aguda. No caso de Mieloma Múltiplo e Linfomas, o transplante também pode ser indicado.

Quanto à Anemia Aplástica, trata-se de uma patologia caracterizada pela falta de produção de células do sangue na medula óssea. Mesmo que não seja uma doença maligna, o transplante surge como uma saída para “substituir” a medula improdutiva por uma sadia.

Já, no caso de Leucemia, consiste em um tipo de câncer que compromete os glóbulos brancos (leucócitos), afetando sua função e velocidade de crescimento. Para essa doença, o transplante é uma forma de tratamento complementar aos tratamentos convencionais.

Como é feito o transplante de medula?

 

Existem três tipos de transplantes, que podem variar de acordo com a doença que for tratada: Autólogo: neste tipo de transplante as células mãe da medula óssea são retiradas do próprio paciente e depois transfundidas novamente.

Singênico: é o transplante de medula óssea entre irmãos gêmeos idênticos. Nesse caso, existe a certeza de compatibilidade entre doador e receptor pelo fato de ambos possuírem características genéticas idênticas.

Alogênico: neste tipo de transplante as células-tronco ou células-mãe do sangue são recebidas de um doador selecionado por testes de compatibilidade. Esse doador pode ser um irmão, parente próximo ou até um voluntário cadastrado em bancos de medula óssea.

Depois de ser submetido ao tratamento que destrói a sua própria medula, o paciente recebe a medula sadia como se fosse uma transfusão de sangue. Essa nova medula é rica em células chamadas “progenitoras” que, uma vez na corrente sanguínea, vão se alojar e se desenvolver na medula óssea.

Porém, durante o período em que estas células ainda não são capazes de produzir os componentes para o sangue, o paciente fica mais vulnerável a episódios infecciosos e hemorragias. Por isso, deve ser mantido internado, em regime de isolamento, por um período de 2 até 3 semanas.

Quais são as chances de encontrar alguém compatível?

 

A compatibilidade de medula óssea é mais provável entre irmãos (35% para cada irmão que o paciente tiver). Somando entre todos os demais parentes, a probabilidade cai para 10% ou até menos. Por isso, mais da metade de pessoas que precisam do transplante de medula precisa encontrar um doador cadastrado em algum banco de medula.

Quais são os riscos?

 

No transplante de medula óssea a rejeição é rara. Porém, a boa evolução do transplante depende de vários fatores como: o diagnóstico precoce da doença, boas condições nutricionais e clínicas do paciente, além de se encontrar o doador ideal.

Os principais riscos estão relacionados às infecções e às drogas quimioterápicas utilizadas durante o tratamento. Entre as complicações comuns, está a chamada de “doença enxerto contra hospedeiro “, que é caracterizada pelas células de defesa do doador identificarem alguns órgãos do receptor como estranhos.

Porém essa complicação na maioria das vezes pode ser controlada com medicamentos adequados. Vale lembrar aqui também que o transplante não interfere na saúde do doador.

 

 

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