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Médicos

Ortopedista esclarece mitos e verdades sobre os problemas nos pés

Por Claudia Mercier 27/02/2015

O Doutíssima convidou o ortopedista e traumatologista Dr. Lucas Furtado da Fonseca para esclarecer sobre os mitos e verdades sobre os pés. Essas informações são muito importantes para você que adora usar um belo sapato de salto alto e para as pessoas que sentem muitas dores nas costas e nos pés. Confira:

 

ortopedista

Procure um ortopedista para diagnósticar a causa das suas dores nos pés. Foto. Shutterstock.

 

O ortopedista responde:

Excesso de peso provoca deformidade nos pés?

MITO – O excesso de peso isoladamente não é suficiente para provocar deformidades nos pés. Como em outras áreas do corpo, o sobrepeso pode acelerar o desgaste articular e as deformidades nas juntas. Nestes casos, condições pré-existentes como osteoartrose ou doenças reumatológicas, associadas à obesidade, podem acelerar uma determinada deformidade e tornar sua progressão mais severa.

Dores no pescoço pode ser por causa de salto alto?

MITO – É pouco provável que, na coluna, o malefício do salto alto ultrapasse o nível da região lombar. A cervicalgia, ou dor no pescoço, tem origem muscular na grande maioria das vezes. Nas pessoas mais velhas, a doença degenerativa da coluna (osteoartrose, hernia discal) ganha espaço. Nos mais jovens, é comum o mal uso no trabalho de assentos e mesas com alturas inadequadas, assim como travesseiros e colchões inadequados.

 

salto

O salto alto deve ser usado com moderação. Foto: Shutterstock.

 

Salto alto faz mal à saúde?

VERDADE – O uso constante de sapatos com saltos altos presdipõe a diversas lesões ortopédicas. Na coluna, ocorre o aumento da lordose lombar (curvatura na região mais inferior das costas) levando à sobrecarga nas vertebras e à fadiga da musculatura paravertebral. Junto a isso, ocorre o encurtamento da musculatura posterior da coxa e panturrilha, o que gera grande desconforto quando do não uso dos saltos altos, como rasteiras e pés descalços. Já nos pés, pode levar ao aparecimento da fasceíte plantar (esporão do calcâneo) devido ao encurtamento da fascia plantar; e ao joanete devido aos bicos finos.

 

pé chato

As palmilhas podem ajudar no caso de “pé chato”. Foto: Shutterstock.

 

Todo pé chato precisa de calçado ortopédico?

MITO – O pé plano do adulto não melhora com o uso de calçados ortopédicos. As alterações que ocorrem no pé chato são irreversíveis e progressivas. Nos estágios iniciais, o uso de palmilhas específicas pode abrandar ou mesmo impeder a evolução do pé chato. Porém, com a retirada das palmilhas, a progressão da deformidade volta a ocorrer.

 

Inchaço nas pernas prejudica os pés?

VERDADE – O inchaço nas pernas pode ser uma manisfestação de uma doença que também poderá prejudicar os pés (ex. diabetes, artrite reumatóide, varizes) ou ainda uma manisfetação do mal escoamento do sangue dos membros inferiores para o coracão. O represamento sanguíneo ocasiona dores nas pernas e nos pés e prejudica o bom funcionamento dos vasos, nervos e tendões. Em última instância, pode causar sintomas de formigamento e perda de força nos pés.

 

joanete

Pessoas com joanete precisam evitar o uso de sapatos apertados. Foto: Shutterstock.

Joanete só pode ser tratada com tratamento cirúrgico?

VERDADE – As alterações que ocorrem no joanete só podem ser corrigidas com o tratamento cirúrgico. Muito embora o uso de sapatos largos e saltos baixos, assim como certos dispositivos ortopédicos (órteses e espaçadores de dedos), possam barrar a evolução do joanete, eles não são capazes de alinhar o dedo de modo duradouro. As deformidades adquiridas são complexas e não apenas em um único plano.

 

Fasceíte plantar (esporão) só pode ser tratada com cirurgia?

MITO –  O tratamento da fasceíte plantar é eminentemente não cirúrgico. Exercícios de alongamento da musculatura das panturrilhas e da fascia plantar são suficientes na grande maioria das vezes (80% a 90%). Nos casos em que as dores plantares não melhoram, a Terapia Por Ondas de Choque (TOC) apresenta bons resultados de até 80%. Apenas uma minoria dos casos vai precisar de cirurgia (menos de 5%).

 

 

 

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