Motivação

Competitividade feminina está relacionada à cultura

Por Redação Doutíssima 02/06/2015

A competitividade é algo intrínseco ao ser humano, que está sempre em busca de superação, de ser o melhor no que faz e alcançar os melhores resultados. Ou seja, é de sua natureza ser competitivo. Mas, como tudo, é preciso ter um limite. E esse é o grande desafio, especialmente entre as mulheres, que têm essa característica muito mais aflorada do que os homens.

 

De um modo geral, conclui-se que todo ser humano, por excelência, é competitivo. Alguns são mais, outros menos, mas todos os seres humanos têm seu aspecto competitivo. É o que explica a psicóloga e psicanalista Katya de Azevedo Araújo, que atende no Núcleo de Atendimento Psicológico (NAP) de Novo Hamburgo (RS).

competitividade

Pessoas do sexo feminino são consideradas mais competitivas do que os homens. Foto: iStock, Getty Images

 

Competitividade vem de berço

A competitividade feminina já pode ser constatada desde muito cedo, pois as meninas são bem mais competitivas do que os meninos, por exemplo, quando querem exibir a boneca ou a roupinha mais bonita que as da amiguinha. Trata-se de algo natural, portanto.

Mas ser competitivo pode fazer mal? Em excesso, sim, afirma a psicanalista. “A competição faz parte da vida. Competimos em nossa própria família. Aprendemos a competir com nossos irmãos dentro de casa, e na medida certa é saudável”, diz Katya.

O problema, segundo a psicóloga, é quando esse comportamento se torna exagerado, e a pessoa passa a agir competitivamente sem qualquer limite.

Quando todas as relações e tarefas têm essa temática, a competitividade como foco não é considerada um comportamento benéfico – seja para a pessoa ou para os outros envolvidos.“Tudo que está excessivo pode estar no campo da psicopatologia”, completa a especialista.

No ambiente corporativo, ser competitivo também passa a ser algo importante. Afinal, essa característica é essencial para o crescimento da pessoa e para o sucesso na carreira.

E as mulheres têm um aspecto a mais que precisa ser levado em conta. Apesar de todas as portas que já foram abertas no mercado de trabalho, ainda é preciso impor sua competência em muita áreas.

Competitividade e equilíbrio

De acordo com Katya, é possível, sim, alcançar o equilíbrio das emoções e focar na competitividade saudável. “Podemos ser competitivos para crescer, ambicionar e se diferenciar, mas não incrementar a ponto de desconsiderar o outro”, considera a psicanalista.

E esse foco em ser competitivo de forma saudável (para a pessoa e para os outros que estão ao redor) deve estar na direção da autenticidade com transparência.

O comportamento, em qualquer setor da vida, mas especialmente no ambiente de trabalho, de acordo com a psicóloga, deve ser marcado pela honestidade consigo mesma e com os outros.

Identificar um comportamento competitivo nocivo não é difícil. Fique atenta ao quanto a sua ambição prejudica seus relacionamentos. Quando a competitividade passa a ser a base do comportamento, é sinal de que problemas estão chegando.

Por isso, ao notar que a sua natureza competitiva está passando dos limites e afetando os relacionamentos no trabalho, é hora de prestar atenção, parar e procurar ajuda.

A ajuda de um profissional da psicologia pode ser importante nesse processo, que vai sinalizar um dos caminhos mais importantes da vida: o autoconhecimento – que é essencial para muitos aspectos da vida cotidiana.

 

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