Você já deve ter sentido uma fome de leão, incapaz de satisfazer ou controlar. A sensação de buraco no estômago, mesmo logo após uma refeição, não é algo meramente psicológico. Fatores como noites mal dormidas, tensão pré-menstrual e pouco consumo de água afetam seu metabolismo.

De acordo com um estudo publicado no jornal britânico Daily Mail, existem explicações científicas para esse fenômeno que ronca o estômago e baixa a sua energia.

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Noites mal dormidas e alimentação incorreta são algumas causas da fome de leão. Foto: iStock, Getty images

Causas da fome de leão

Segundo dados divulgados no periódico, as noites mal dormidas são uma das principais causas para que a fome de leão apareça. Aqueles que dormem tarde consomem em média 250 calorias a mais no dia seguinte. Não descansar pelas oito horas diárias indicadas desregula os hormônios responsáveis pela fome.

O hábito de ingerir fast food e beber refrigerante também interfere na maneira como o seu metabolismo trabalha. Consumir carboidratos na noite anterior causa um pico de insulina no sangue, e em seguida uma grande queda, o que aumenta a necessidade de ingerir grandes quantidades de alimento logo pela manhã.

Não tomar água é um dos agravantes da fome de leão. A sede pode facilmente ser confundida com o despertar do apetite. Por isso, se você recém tiver feito uma refeição e sentir que ainda precisa comer, beba um copo de água.

Sim, de acordo com o estudo, é possível que a tensão pré-menstrual cause mais fome. Durante a segunda metade do ciclo menstrual, o corpo da mulher se prepara para possivelmente carregar um bebê e, então, estimula os hormônios da fome para que ela crie reservas.

Comer com pressa também pode trair você. Ao acabar uma refeição rapidamente, seu estômago, mesmo cheio, não trabalha como o cérebro, que precisa de tempo para assimilar que você está satisfeito.

De acordo com a nutricionista Thalita Monzani, em geral a fome de leão acontece em decorrência de uma má alimentação ou de uma restrição alimentar. “A fome é um alerta do corpo de que precisamos de energia. Uma vez que demoramos muito para nos alimentar, a tendência é que essa fome aumente, fazendo com que sintamos essa fome exagerada”, destaca.

Segundo Thalita, sentir o buraco no estômago pode gerar ansiedade, compulsão alimentar e um consumo exagerado de comida. “Em geral, quando temos essa sensação, consumimos qualquer alimento que satisfaça essa vontade e normalmente são calóricos, podendo causar um aumento de peso”, alerta.

Como evitar os exageros

Para a nutricionista, a melhor maneira de evitar a situação é não ficar longos períodos sem se alimentar, sempre respeitando as refeições de três em três horas, aproximadamente. Da mesma maneira, o controle pode ser feito com cinco a seis refeições por dia.

A profissional aconselha o consumo de alimentos ricos em fibras, como cereais integrais, pães, torradas, biscoitos, aveia, granola, legumes, verduras e frutas. Além de fibrosos, são boas fontes de vitaminas e minerais. Thalita também destaca que é importante evitar comprar alimentos calóricos, como processados e doces, que aumentam a vontade de comer.

 

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