Guia dos Dentes

Fumo e alteração hormonal estão entre as causas da perda óssea

Por Redação Doutíssima 10/11/2015

O sorriso é um dos aspectos mais marcantes do rosto. Mas ter dentes bonitos e saudáveis exige cuidados diários. A perda óssea, uma condição caracterizada pela destruição das fibras que prendem o dente à gengiva é uma das ameaças à saúde bucal. Além de dolorosa, ela representa um incômodo estético.

A dentista Thais Fragoso Rech, da Clínica Predente (SC), explica que a perda óssea, também chamada de doença periodontal, é caracterizada pela perda das estruturas de sustentação dos dentes: o osso e a gengiva. “Geralmente, isso ocorre devido à presença de inflamação gengival, que evolui para a periodontite, quando há perda das estruturas”, explica.

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Fumantes têm maiores chances de terem problemas dentais como a perda óssea. Foto: iStock, Getty Images

Perda óssea: causas e sintomas

Conforme ressalta Thais, o perda óssea é decorrente da evolução de uma gengivite. Mas há vários elementos que podem contribuir para esse quadro. “A doença periodontal tem fator hereditário”, pontua ela. Mas o estilo de vida da pessoa também pode influir diretamente sobre o quadro.

O tabaco é um fator já relacionado à periodontite. Fumantes apresentam maior risco à perda óssea severa, especialmente os que mantêm o hábito há muitos anos. A causa é uma maior propensão ao acúmulo de placa bacteriana nas superfícies dos dentes, que produz toxinas responsáveis por destruir os tecidos de suporte dos dentes.

Até mesmo o fator hormonal pode ter relação direta com a perda óssea. As mudanças biológicas ocorridas em diferentes períodos da vida, como a puberdade, o ciclo menstrual, a gestação e a menopausa favorecem a doença periodontal. Por isso, é importante visitar o dentista periodicamente e manter a higiene da boca em dia.

“A doença pode causar mobilidade e perda dos dentes. A contaminação da gengiva também poderá ser um fator desencadeante de problemas cardíacos, como AVC e endocardite bacteriana”, alerta Thais. Segundo ela, a condição dificulta o controle da diabetes e representa um elemento de risco para pacientes com doença renal crônica.

Em outras palavras, a periodontite pode ser mais perigosa do que aparenta. “Considerando que a doença tem fator hereditário, é indispensável fazer prevenção. Para isso, visite seu dentista periodicamente para realizar as radiografias de controle. Prevenir é sempre o melhor tratamento”, explica. É importante, também, ficar alerta em relação aos sintomas.

“Os primeiros sinais da doença são o sangramento gengival, presença de tártaro e odor. Dependendo da quantidade de osso perdido, o paciente pode sentir sensibilidade devido à exposição das raízes”, esclarece a dentista. Ao perceber esses sinais, procure imediatamente a ajuda de um especialista.

Perda óssea na terceira idade

Pacientes idosos precisam ficar atentos à perda óssea. Na terceira idade, as consultas odontológicas devem ocorrer a cada seis meses. É natural que nesse período da vida os dentes já estejam mais sensíveis e desgastados, o que favorece a perda óssea. A ingestão de cálcio e vitamina D é fundamental para fortalecer as estruturas dentárias.

“Em relação às possibilidades de tratamento, é possível citar a terapia periodontal básica e os procedimentos de regeneração, que são indicados em casos específicos”, diz a especialista. Mas cada paciente precisa ser avaliado de acordo com a sua condição.

Por isso, consultar o dentista é o melhor caminho para o diagnóstico e os tratamento corretos. “Com uma boa avaliação é possível traçar uma estratégia para tratar cada caso. Por isso, visite regularmente o seu dentista”, conclui.

 

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