Crises de tosse por duas semanas ou mais, falta de apetite e suores intensos à noite são apenas alguns dos sintomas de tuberculose. Em relatório divulgado em outubro pela Organização Mundial da Saúde (OMS) foi apontado que 1,1 milhão de pessoas morreram por complicações da doença em 2014.

A tuberculose é infecciosa e transmissível. Por isso, o dia 17 de novembro é considerado o Dia Nacional de Combate à Tuberculose, o qual reúne campanhas e ações de diagnóstico, tratamento e prevenção.

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Tuberculose afeta principalmente os pulmões, mas pode acometer outros órgãos. Foto: iStock, Getty Images

Como identificar os sintomas de tuberculose

De acordo com Roberto Targa Ferreira, pneumologista do Serviço de Pneumologia e Cirurgia Torácica do Hospital Moinhos de Vento, a tuberculose é uma doença causada por uma bactéria, o Mycobacterium tuberculosis, também chamado de bacilo de Koch. Ela afeta principalmente os pulmões, mas pode acometer outros órgãos e sistemas, como a extra-pulmonar.

Segundo o profissional, a principal responsável pela transmissão da doença é a do tipo pulmonar. “Pessoas com defesas baixas por HIV ou por outras doenças, assim como as que fazem uso excessivo de álcool e os fumantes, são mais suscetíveis à tuberculose”, destaca.

 

Ferreira afirma que os principais sintomas de tuberculose podem ser identificados na tosse que dura duas semanas ou mais, associada ou não à febre que costuma aparecer ao fim do dia, além de suores intensos à noite, falta de apetite e emagrecimento. A expectoração com sangue, dores torácicas, calafrios e falta de ar também podem estar presentes, de acordo com o pneumologista.

 

E possível realizar o diagnóstico da doença através de exames de escarro, radiografia de tórax, broncoscopias e biópsias. “Na maioria das vezes, a tuberculose é curável, mas se o diagnóstico e o tratamento não forem feitos assim que a pessoa adoece, nas primeiras semanas após o início dos sintomas, ela pode se tornar muito severa, levando à morte ou deixando a pessoa com sequelas”, alerta.

 

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Prevenção e tratamentos

O pneumologista afirma que o tratamento é baseado no uso de antibióticos específicos, que devem ser ingeridos diariamente, os quais estão disponíveis na rede pública de saúde.

 

“As medicações combinadas em comprimidos são chamadas de “esquema básico” e devem ser usadas por, no mínimo, seis meses regularmente e, durante esse período, é fundamental que se estabeleça um vínculo entre o profissional de saúde e o doente para que haja completa adesão ao tratamento, e assim seja alcançada a cura, garantindo que a doença não retorne”, completa.

 

Para o profissional, uma vez que a doença é caracterizada pela transmissão aérea, é necessário que prestemos atenção ao ar que respiramos, especialmente em lugares mal ventilados onde há pessoas com tosse. Além disso, a higiene ambiental deve ser regra para controle de doenças respiratórias transmitidas pelo ar e não somente por causa do contágio pela tuberculose.

Ferreira lembra que a doença não é sazonal, está presente o ano todo, por isso a prevenção é tão importante. Os doentes após duas semanas de tratamento deixam de ser infecciosos, mas aquelas pessoas que conviveram com o tuberculoso devem usar um medicamento único por seis meses para impedir outros adoeçam.

Ainda, segundo o pneumologista, existe a prevenção pela vacinação com BCG-intradérmico. “Uma dose desta vacina deve ser aplicada com prioridade nos recém-nascidos e nos menores de um ano ou no máximo até os quatro anos de idade. Ela previne as formas graves de tuberculose que podem acometer as crianças”, revela.

 

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