Guia do Sexo Anal

Vício em sexo anal pode atingir também as mulheres

Por Redação Doutíssima 07/11/2014

Por mais que seja raro, o vício em sexo anal existe. Assim como a compulsão sexual tradicional, este distúrbio também é capaz de prejudicar o dia a dia do sujeito, atingindo, além da vida pessoal, a profissional e social. O afastamento de amigos e familiares é comum, assim como o julgamento de terceiros passa a ser frequente. Culpa e solidão são sentimentos comuns a pessoas que sofrem com o distúrbio.

Os pesquisadores ainda não sabe o que acontece no cérebro de uma pessoa que tem vício em sexo anal. Mas já descobriram que boa parte dos sujeitos que sofrem deste tipo de compulsão sexual não apresentam disfunções sexuais, como disfunção erétil ou ejaculação precoce, no caso dos homens, ou de anorgasmia (que se caracteriza pela ausência de orgasmo), ou transtorno de excitação, no caso das mulheres.

vício em sexo anal

Vício em sexo anal pode prejudicar a vida social e a saúde. Foto: iStock, Getty Images

Como acontece o vício em sexo anal

Viciados em sexo anal apresentam desejo incontrolável de manter relações sexuais, com um ou mais parceiros e têm fantasias sexuais recorrentes, geralmente envolvendo dor e consequente prazer.

Além de não serem capazes de controlar seus instintos e desejos, tornando-se escravos do vício em sexo anal. Muitos, inclusive, chegam a machucar e criar problemas sérios no ânus tamanha a intensidade e a frequência das penetrações.

Pessoas com compulsão sexual por sexo anal frequentemente desenvolvem um alto grau de ansiedade. Todos os pensamentos ao longo do seu dia envolvem encontrar um jeito de satisfazer seus desejos sexuais. Por isso, não raro perdem o emprego e até podem criar problemas financeiros para si e sua família à medida que passam a investir dinheiro no vício.

Vício em sexo anal aumenta risco de DSTs

O vício em relações anais pode ser algo devastador na vida de quem o tem. A penetração anal, além de prejudicar o pessoal, profissional e social da indivíduo, também o coloca de na linha de frente do grupo de risco para o contágio de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) como aids, hepatites e herpes.

Os praticantes da penetração no ânus estão mais expostos às DSTs já que há risco de o ânus sangrar – o contato do sangue com fluidos sexuais contaminados aumentam as chances de contágio.

Quando movidos pelo vício em sexo anal, essas pessoas acabam entrando em relações passageiras ou pontuais e não usam camisinha durante a transa ou nas várias relações em que podem se envolver ao longo dia, na tentativa de satisfazer os seus desejos.


Vicio em sexo anal precisa ser tratado

Independentemente de qual seja a origem do vício em sexo anal, se é algo fisiológico ou psicológico, ele precisa ser tratado. O diagnóstico envolve conversa com profissional e mesmo exames físicos para averiguar quais as condições do ânus da pessoa.

Um terapeuta sexual é o mais aconselhável para conduzir o tratamento deste distúrbio, que pode ser revertido para que a pessoa volte a ter relações sexuais com a tranquilidade e segurança necessária.

 

 

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