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Clínica Geral

Tremor essencial: saiba o que está por trás desse ato involuntário

Por Redação Doutíssima 15/12/2014

Mais que uma reação a situações de nervosismo, o tremor essencial é uma condição em que o paciente é recorrentemente exposto a contrações involuntárias de determinadas partes do corpo.

 

Por conta de uma falha no comando cerebral a alguns músculos, movimentos não-intencionais podem atingir mãos, braços, cabeça, garganta, pálpebras, maxilar, rosto, tronco e, mais raramente, pernas e pés. A intensidade e a frequência destes movimentos incontroláveis variam de pessoa para pessoa.

tremor essencial

Causas da doença que costuma surgir após os 40, ainda são desconhecidas. Foto: iStock, Getty Images

Tremor essencial tende a surgir após os 40

 

As causas da disfunção ainda não são conhecidas em profundidade. Sabe-se, entretanto, que o problema tende a acometer indivíduos com mais de 40 anos – estima-se que em torno de três a cinco em cada mil habitantes sofram com o tremor essencial.

 

Movimentos curtos e rápidos – mais de cinco vezes por segundo – em condições normais, isto é, sem a influência de álcool ou drogas, podem sugerir que a possibilidade de tremor essencial seja investigada.

 

Como sintomas mais específicos, o tremor essencial pode ser manifestado por: som trêmulo da voz; balançar de cabeça; dificuldades para executar tarefas simples como escrever e até se alimentar.

 

Pacientes com Mal de Parkinson, distonia (outra enfermidade do sistema nervoso que provoca espasmos musculares) ou com histórico familiar de tremor essencial estão sobremaneira expostos à desregulação que, fisiologicamente, pode estar relacionada a lesões no conjunto cerebelo-talâmica-cortical.

 

Quando desencadeada por fatores externos, suspeita-se que as neurotoxinas (microrganismos) sejam responsáveis pelos tremores. Por fim, a influência genética, isto é, a hereditariedade, é apontada como mais um possível desencadeante.

 

O tremor essencial não costuma ser notado quando a pessoa dorme, mas sim quando se posiciona em determinadas maneiras (tremor postural) ou quando realiza movimentos finos como desenhar, por exemplo (tremor cinético).

 

Cansaço pode gerar tremor essencial

 

Fadiga, noites de sono mal aproveitadas, baixos índices glicêmicos no sangue, temperaturas extremas, emoções fortes, e consumo de cafeína e outros estimulantes podem agravar os episódios de tremor essencial.

 

As medicações habitualmente prescritas para amenizar os sintomas são o Propranolol (beta-bloqueador) e a Primidona (droga empregada no tratamento de convulsões). Outros anti-convulsivos usualmente recomendados são o Gabapentina e o Topiramato.

 

A lista de remédios inclui ainda tranquilizantes leves como Alprazolam ou Clonazepam; medicamentos utilizados para a regular a pressão arterial como Flunarizina e Nimodipina; além de injeções de botox – para os casos em que não são observadas respostas do paciente às administrações medicamentosas.

 

Para os casos mais graves, onde existe comprometimento sério da qualidade de vida do paciente, a solução pode ser apresentada em forma de cirurgia.

 

Os procedimentos cirúrgicos empregados compreendem dois métodos: a radiocirurgia estereotácica, onde ondas de raio-x de alta potência são direcionadas a uma parte do cérebro; e implantação de dispositivo de estímulo, que envia sinais para que o controle dos músculos seja de certa forma retomado pela região cerebral.

 

Pelo fato de o tremor essencial piorar quando o paciente está estressado, é provável que o médico indique a busca por técnicas de relaxamento para ajudar a lidar com o problema. Dessa forma, yoga e tai chi-chuan podem ser aconselhados.

 

Como dicas para facilitar a execução de tarefas diárias, incluem-se: compra de roupas com fechos e velcro ao invés de botões; adoção de canudos para beber líquidos; utilizar sapatos sem cadarços, já que amarrá-los é um trabalho bastante difícil para quem é diagnosticado com tremor essencial.

 

 

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