Com mais de 9,7 milhões de pessoas com diversos tipos de surdez no Brasil, o 10 de novembro marca o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez. A data faz parte da Campanha Nacional da Saúde Auditiva, que leva informação e educação sobre saúde da audição para a população.

O censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 5,1% dos brasileiros apresenta alguma deficiência auditiva. Conheça as causas e ações preventivas das doenças.

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Brasil possui mais de 9,7 milhões de pessoas com diversos tipos de surdez. Foto: iStock, Getty Images

 

Tipos de surdez e suas causas

A surdez pode aparecer logo na gestação, quando a deficiência é transmitida geneticamente ao bebê por infecções como sarampo, rubéola, ou diabetes e doença cardiovascular. Traumas físicos na mãe, assim como uso de medicamentos, álcool ou drogas, alimentação pobre em nutrientes e até mesmo incompatibilidade sanguínea entre o feto e a gestante podem agravar o quadro.

 

Entre as consequências da doença, a criança pode apresentar má formação ou mau funcionamento no sistema auditivo, que geralmente se manifesta até 3 anos de idade. O risco de apresentar alguma surdez também está ligado à hereditariedade ou com complicações de saúde, como meningite, otite, encefalite, hepatite, varicela, malária ou traumatismos cranianos.

 

Nos adultos e idosos, a deficiência pode surgir em vítimas de acidentes de trabalho ou de trânsito. Os graus de surdez variam de acordo com a gravidade da causa. É considerada leve quando apresenta entre 20 e 40 dB (decibéis) de audição, média para 40 a 70, severa para 70 a 90 e profunda para casos com mais de 90 dB.

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), existem quatro tipos de surdez conhecidas. A primeira é a condutiva, caracterizada por qualquer interferência na transmissão dos sons. Pode ser corrigida por meio de tratamento clínico ou cirúrgico.

O surdo sensório-neural apresenta impossibilidade de recepção do som devido à lesão das células ciliadas da orelha interna ou do nervo auditivo. Nesse caso, a deficiência é irreversível, pois suas causas estão nas doenças graves da gestante.

Quando há alteração na condução do som até o órgão terminal sensorial, a surdez é do tipo mista e está associada à lesão do órgão sensorial ou do nervo auditivo. Por último, a deficiência auditiva central não é, necessariamente, caracterizada pela diminuição da sensitividade auditiva, mas manifesta-se por diferentes graus de dificuldade na compreensão de sons.

Prevenção e cuidados da saúde auditiva

Para que o adulto evite perder a audição, as formas de prevenir o quadro começa ao respeitar o repouso sonoro quando há exposição a altos níveis de intensidade, assim como adotar o uso de protetores auditivos, principalmente em locais de trabalho que apresentem riscos.

Quando a deficiência é genética, ela pode ser detectada nos primeiros dias de vida da criança, além de ser tratada. Por meio do chamado teste da orelhinha, é possível encontrar alterações na região.


É natural que a chegada da terceira idade traga o problema, geralmente mais frequente e perceptível após os 65 anos. Entretanto, o uso de tratamentos e de aparelhos auditivos podem recuperar a qualidade de vida e melhorar a sua comunicação.

 

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