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Dica do Nutricionista

Como lidar com a alergia alimentar na infância

Por Dra. Cleonir Moraes Lui Beck 17/02/2014

Problema que afeta 6% das crianças, exige cuidados especiais dos pais e pode melhorar com o passar dos anos. Conheça quais são as causas e tratamentos da alergia alimentar na infância

alergia alimentar na infância

A alergia alimentar é uma resposta anormal do nosso sistema imunológico a algum alimento. Pode afetar tanto os adultos quanto as crianças, em proporções não muito bem estabelecidas. Estima-se que aproximadamente 6% das crianças podem ter algum tipo de alergia alimentar. Em muitos casos, estas crianças melhoram com o crescimento.

Nos alimentos, a proteína é o que causa as reações alérgicas na infância. O sistema imunológico da pessoa alérgica produz anticorpos (imunoglobulinas – IgE) contra estas proteínas. As reações alérgicas podem ser classificadas como IgE mediadas e não IgE mediadas.

As reações IgE mediadas são rápidas (imediatas, após minutos, até, no máximo, 2 horas) e podem ser graves. Uma pequena quantidade do alimento pode desencadear estas reações. Enquanto as reações não IgE mediadas se instalam mais lentamente (após horas ou dias), são mais raras e menos graves.

Quais alimentos podem causar alergia alimentar na infância?

Praticamente quase todos os alimentos podem provocar reação alérgica. Em nosso meio, 8 alimentos são responsáveis por 90% das reações. São eles: o leite de vaca, ovo, trigo, milho, amendoim, soja, peixes e os frutos do mar.

Na alergia alimentar IgE-mediada, os sintomas podem variar de leves a graves e sempre ocorrem em até duas horas após o contato com o alimento. Entre eles podemos ter coceira na boca; Inchaço de lábios, rosto, língua, pálpebras, garganta e outras partes do corpo; fechamento da garganta, com dificuldade para respirar; cólicas abdominais, diarreia, náuseas ou vômitos; vermelhidão no corpo, com placas elevadas na pele com coceira.

Em alguns casos, pode levar à anafilaxia, que é a reação alérgica mais grave, que inclui dificuldade para respirar, queda da pressão arterial, levando à perda da consciência. Pode ser completamente súbita e inesperada. Tem risco de vida e deve ser prontamente atendida em serviço de emergência.

Já no caso da alergia alimentar não IgE-mediada, os sintomas são comuns aos de outras doenças e podem aparecer depois de várias horas ou dias. Por isso, muitas vezes o diagnóstico é difícil. São eles vômitos, dor abdominal, diarreia com sangue e muco, eczema, entre outros.
Como diagnosticar?

Existem outras manifestações alérgicas devidas aos alimentos, mais raras. Em qualquer tipo de reação, só um especialista, com a análise conjunta da história da doença, exame físico e exames complementares, poderá fazer o diagnóstico e orientar a melhor conduta.
Os exames mais comuns para detectar a presença dos anticorpos (IgE) são o teste de punção na pele com a substância suspeita, para a verificação de reação e a dosagem dos anticorpos (IgE) para o alimento suspeito no sangue. Ambos não confirmam o diagnóstico, apenas mostram a presença dos anticorpos. Por isso, devem ser interpretados pelo especialista, em conjunto com outros dados.

alergia alimentar

Existe tratamento para a alergia alimentar na infância?

Uma vez confirmada a suspeita, o alimento deverá ser eliminado da dieta por um tempo determinado e reintroduzido novamente. A confirmação do diagnóstico é feita, se na eliminação, os sintomas desaparecem e na reintrodução, eles voltam a aparecer. Em caso positivo, este alimento deverá ser eliminado da dieta como tratamento.

Em qualquer contato com o alimento a criança poderá ter reação desde leve, até mais grave. Desta forma, é importante que os pais e cuidadores sejam bem orientados quanto à conduta a ser tomada. Diante de qualquer reação, é preciso reconhecê-la, dar o primeiro atendimento e encaminhar para um serviço de pronto atendimento de urgência.

Felizmente, a grande maioria das crianças com alergia alimentar torna-se tolerante com o crescimento, podendo voltar a se alimentar, mesmo com os exames de dosagem de IgE ainda positivos. Por isso, a importância do acompanhamento especializado, para a orientação da melhor época para a tentativa de reintrodução do alimento.

Não confunda ‘alergia alimentar’ com ‘intolerância alimentar

A alergia alimentar, como vimos, é uma doença do sistema imunológico, que reage a determinada proteína de um alimento com a produção de anticorpos. Já a intolerância alimentar é causada por incapacidade do organismo metabolizar (digerir e absorver) determinada substância presente em um alimento. Pode ser por deficiência parcial ou total de alguma enzima responsável por esta digestão.

O exemplo clássico é a intolerância à lactose, um açúcar presente no leite, cuja pessoa com deficiência de lactase (a enzima que digere a lactose), irá ter problemas com a digestão do leite e consequente diarreia, dores abdominais, flatulência e às vezes, vômitos. A intolerância pode ser congênita (mais rara) ou adquirida com os anos (em pessoas mais velhas). Aqui, basta ser afastada a substância que não será digerida (no caso do leite, pode-se consumir leite e derivados, que não contenham a lactose).

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