Amor e Sexo

Atração sexual genética: entenda como isso acontece

Por Redação Doutíssima 27/02/2015

Se você encontrou um parente genético pela primeira vez após terem sido separados desde pelo menos a infância, você pode ter experimentado uma forte atração por essa pessoa, tanto física como sexual, o que é conhecido como atração sexual genética (GSA).

Apesar de causar estranheza em muitas pessoas, existem muitos casos de irmãos que, depois de muitos anos separados, se conhecem e acabam tendo um caso amoroso.

 

atracao sexual genetica

Assunto surge quando jovem de 18 anos passou a manter relações sexuais com o pai. Foto: iStock, Getty Images

Atração sexual genética por pais

Isso também pode acontecer com outros graus de parentesco, como primos e até mesmo pais e mães com seus filhos. O incesto consensual entre pais e filhos continua sendo, porém, dos casos menos relatados e talvez o maior tabu do relacionamento GSA.

A atração sexual genética veio a público através do caso da americana de 18 anos de idade que possui um relacionamento romântico de quase dois anos com o pai biológico, que ela conheceu após 12 anos de afastamento. Veja o que é a atração sexual genética e como isso pode ser mais comum do que você pensa.

Como surgiu o termo “atração sexual genética”

A atração sexual genética é um termo popularizado por Barbara Gonyo na década de 1980. Nesta década, a fundadora de um grupo de apoio a crianças adotadas que estavam conhecendo seus parentes biológicos criou o termo “Atração Sexual Genética” (GSA) para descrever os intensos sentimentos amorosos e sexuais que ela observou em muitas reuniões.

Especialistas estimam que esses sentimentos ocorrem em cerca de 50% dos casos em que parentes afastados na infância se reencontram já adultos.

Por isso, a atração sexual genética refere-se a um desejo sexual intenso que pode surgir entre pessoas geneticamente relacionadas, as quais não tiveram a oportunidade de formar vínculos emocionais adequados.

O fenômeno conhecido como GSA pode ocorrer entre qualquer par de parentes próximos geneticamente, como irmãos, e até mesmo os pais e seus filhos.

Um caso real

A jovem de 18 anos citada acima, relatou em uma entrevista para um blog sobre casamento, a história de seu relacionamento com o pai biológico. Os dois estão prestes a se casar, mas não se viam há 12 anos até se reencontrarem, há dois anos atrás.

A mulher explica que quando o viu pela primeira vez, tinha 16 anos e, acredite, a atração foi imediata.

Nesse caso, os pais da mulher tiveram um breve relacionamento quando eram muito jovens, e depois disso houve uma separação. Ela havia visto o seu pai quando tinha apenas 5 anos e, depois disso, perdeu completamente o contato com ele – até surgir uma reaproximação pela internet.

Quando se conheceram, a garota passou alguns dias com o pai e foi quando as coisas começaram a mudar. Os dois começaram um relacionamento sexual desde os primeiros dias em que estiveram juntos e, mesmo sem explicação, eles começaram a sentir algo especial e não conseguiram fugir da atração sexual genética.

Mesmo esta história podendo parecer incomum, especialistas indicam que isso pode acontecer quando não é criado um vínculo afetivo na infância. Assim, qualquer pessoa pode sentir atração sexual genética.

 

 

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